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Vadão chega ao Bahia

Técnico encara trabalho no Tricolor como oportunidade profissional, quer desenvolver trabalho a longo prazo e se diz capaz de levar o clube de volta à elite.

13 jan 2004 | 20H29

Pregando um planejamento responsável, minucioso e paciente, animado com a possibilidade de desenvolver um trabalho a longo prazo, o técnico Oswaldo Alvarez foi apresentado oficialmente à imprensa e torcida tricolor, em entrevista coletiva no Fazendão. A apresentação contou com a presença do presidente Marcelo Guimarães, do superintendente Miguel Kertzman e do diretor de futebol Walter Telles.

Para Vadão, o Bahia só volta à Primeira Divisão este ano se fizer um planejamento coerente e metódico. Por isso é que o técnico pediu paciência aos torcedores. “Temos que fazer as coisas com calma e responsabilidade para não errarmos. Não adianta fazer nada com pressa para depois desfazermos tudo. Isso nos faz perder tempo”.

Antes de tomar qualquer atitude, como contratação ou dispensa, Vadão deixou bem claro que quer conhecer o elenco profissional do Bahia. “Conheço superficialmente os jogadores e, por isso, quero observá-los de perto. Depois dessa análise é que vamos apontar as carências do nosso grupo”.

O treinador pretende usar o Campeonato Baiano, que começa neste domingo, como laboratório e pré-temporada para a Série B, que começa em abril. Mas deixou bem claro que isso não significa que o Tricolor vai abrir mão do título.

“Não sei jogar para perder. O Baiano vai ser uma ótima oportunidade para testarmos os jogadores, implantarmos uma filosofia tática e disciplinar no clube e selecionar quem tem condições de lutar para que o Bahia volte à elite. Podemos fazer tudo isso sendo competitivos e buscando a taça”.

Vadão aceitou o convite de vir para o Bahia porque acredita que o clube passa por uma crise circunstancial e que tem totais condições para dar a volta por cima. “A tônica do Bahia não é essa. A segunda divisão é uma dificuldade passageira que outros clubes grandes como o Bahia já passaram e souberam superar. Foram os casos de Fluminense, Grêmio, Palmeiras e Botafogo. Chego para ajudar a fazer com que o caso do Bahia não seja diferente”.

“O Bahia tem uma grande estrutura, muita tradição, já foi Bicampeão Brasileiro, tem uma das torcidas mais fanáticas e fiéis do País. É um clube de primeira e vamos fazer o possível e o impossível para recolocá-lo onde merece”.

Recusando o jargão, Alvarez descartou o trabalho no Tricolor como um desafio, e sim como uma oportunidade em sua vida profissional. “Tinha propostas de outros clubes do exterior e da primeira divisão. Mas optei pelo Bahia porque acredito que aqui tenho coisas a buscar que ainda não conquistei na minha carreira. Isso é que me deu motivação para aceitar o convite e ter muita confiança de que posso ajudar o Bahia a voltar a ser o clube vencedor que sempre foi”.

Ao lado de Vadão, também foi apresentado o novo auxilar técnico do Bahia, Gerson Sebastião Moisés, o Gersinho, que foi jogador de futebol.