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Tricolores ignoram pressão da torcida adversária

Gil Baiano diz que o Bahia tem que manter calma e concentração. Bobô acha que pressão dos torcedores do papão pode até favorecer o Tricolor.

21 jul 2002 | 10H12

Não dá pra negar que decidir a vaga para as semifinais da Copa dos Campeões num estádio repleto de torcedores adversários é uma situação incômoda. Mas é isso que o Bahia vai encontrar daqui a pouco, às 16h, no Mangueirão, onde enfrenta o Paysandu. O eusoubahia.com transmite o jogão.A estimativa de público é de 50 mil torcedores.

Mas os jogadores e o técnico do Bahia vêm mostrando traquilidade quando falam da pressão da torcida paraense. “O torcedor é importante, sem dúvida. Motiva qualquer jogador, pode inibir outros. Mas eles não entram em campo. Quem chuta a bola somos nós, quem dá carrinho somos nós, enfim, quem decide qualquer partida é o jogador. O segredo para jogar bem num contexto desse é manter a calma e a concentração”, disse o meia Gil Baiano.

O técnico Bobô acha que o estádio lotado de torcedores adversários pode até favorecer o Bahia, a depender do andamento da partida. “Se o jogo estiver empatado ou se nós estivermos vencendo até os 20 minutos da primeira etapa, o torcedor vai ficar impaciente, vai cobrar de seu time. Isso pode desestabilizar emocionalmente alguns jogadores do Paysandu e nós podemos tirar proveito disso. Cabe a nós fazer com que isso aconteça”.