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Tricolor goleia na estréia de Gil

Time mostra garra, supera dificuldades e presenteia treinador no dia em que a conquista do Brasileirão de 88 faz 14 anos.

19 fev 2003 | 22H36

Jogando com muita raça e determinação, se superando em campo, o Bahia conseguiu a reabilitação no Campeonato Baiano, nesta quarta, ao golear a Catuense, por 4 a 2, na Fonte Nova. O resultado levou o Tricolor para a terceira colocação, na tábua de classificação do Grupo 1. O jogo marcou a estréia do técnico Gil Sergipano.

Apesar do placar dilatado, a partida desta quarta foi um osso duro de roer para o Bahia. O Tricolor teve um jogador expulso quando vencia por 1 a 0. Chegou a marcar o segundo, ainda na etapa inicial. No início do segundo tempo, o time sofreu o empate. Na base da raça, o Bahia fez valer o mando de campo e sua tradição e conseguiu construir o triunfo.

A vitória foi mais que merecia, não só pela superioridade do Bahia em campo. Afinal, a torcida tricolor não merecia sair frustrada na Fonte Nova no dia em que a conquista mais importante da história do clube faz 14 anos – o Campeonato Brasileiro de 1988. Vale lembrar que o atual treinador foi um dos heróis daquele título.

O jogo

O jogo começou aberto, com as duas equipes buscando o gol. Apesar do equilíbrio, o Bahia criou as melhores chances de marcar. Aos dois minutos, Nonato recebeu livre na área, mas chutou fraco.

Aos quatro minutos, o artilheiro foi protagonista de uma bela jogada. Nonato foi lançado por Preto, matou no peito, tirou o marcador da jogada, mas chutou por cima do gol.

A Catuense respondeu aos 12 minutos. Fabinho recebeu na área e bateu cruzado. Emerson espalmou.

Melhor organizado taticamente, fazendo boas triangulações ofensivas, o Bahia permanecia mais tempo no ataque, pressionando. Aos 17 minutos, Preto lançou Nonato na direita. Ele devolveu, o meia cabeceou, a bola raspou a trave esquerda, mas saiu.

Aos 19 minutos, o Tricolor perdeu outra grande oportunidade. Danilo invadiu a área, fez o “break”, deixou o zagueiro no chão e soltou a bomba. Vinícius espalmou.

O Tricolor transformou a superioridade em gol aos 20 minutos. Preto cobrou escanteio da direita, Valdomiro subiu mais que a zaga e, de cabeça, fez.

O herói virou vilão dois minutos depois. Valdomiro fez falta, reclamou do árbitro e acabou sendo expulso.

Com um a mais, a Catuense se anima e parte para cima. Aos 28 minutos, recebeu na área, avançou e chutou. Emerson fez grande intervenção.

Em desvantagem quanto ao número de jogadores, o Tricolor adotou uma postura mais cautelosa e se deu bem. Aos 36 minutos, Preto fez lançamento perfeito para Cláudio. Ele se livrou do marcador e deixou Nonato livre para marcar o 80o gols dele com a camisa do Bahia.

Nos acréscimos da primeira etapa, a Catuense teve sua melhor chance de marcar. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Kekéu, que chutou de primeira, mas Emerson voltou a salvar.

No intervalo, o técnico Chiquinho de Assis mudou o posicionamento da Catuense, colocando Mica e Erivélton em campo. O time do interior abandonou o esquema com três zagueiros e veio para cima do Tricolor, conseguindo o empate.

Aos dois minutos, Renna recebeu em posição duvidosa e tocou na saída de Emerson, para diminuir a desvantagem. Aos seis minutos, Erivelton completou cruzamento da esquerda, livre na área, e empatou.

Inexplicavelmente, a Catuense, mesmo com um jogador a mais, recuou após marcar os dois gols. O Bahia aproveitou a situação e partiu para a pressão. Aos 32 minutos, Chiquinho sofreu pênalti de Valter, que foi expulso. Preto converteu a penalidade e recolocou o Tricolor na frente.

Dois minutos depois, Nonato recebeu de Preto na área e deu um belo passe de calcanhar para Cláudio, com categoria, fechar o placar.

Aos 41 minutos, Cláudio ainda teve a chance de marcar o quinto, mas se precipitou na hora do chute e acabou perdendo grande oportunidade, livre na grande área.