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Tricolor decepciona a torcida

Bahia começa bem, mas perde o fôlego, desperdiça pênalti e é derrotado pelo galo na Fonte Nova.

19 abr 2003 | 18H26

O Bahia tinha a torcida a seu favor, o mando de campo, começou na frente, mas não conseguiu segurar o líder do Campeonato Brasileiro e foi derrotado por 4 a 2, pelo Atlético/MG, em plena Fonte Nova, neste sábado. A partida foi válida pela quinta rodada do Nacional 2003. Os gols do Esquadrão foram marcados por Jair e Nonato.

O Tricolor abriu o placar, mas cedeu a virada ainda na primeira etapa, quando também perdeu seu melhor jogador, o meia Jair, que foi expulso. Quando a partida estava 3 a 1, os donos da casa perderam um pênalti, com Lino.

Na segunda etapa, Bobô mexeu no time, que melhorou com a entrada de Marcelo Nicácio, e diminuiu para 3 a 2. Mas a equipe continuou falhando na marcação defensiva e permitiu que o galo fechasse o placar em 4 a 2.

O Bahia volta a campo na próxima quarta-feira, quando encara o Vasco, pela Copa do Brasil, na Fonte Nova. No domingo, o Tricolor enfrenta o Paraná, fora de casa, pelo Brasileirão 2003.

O jogo

A impressão é de que o sábado de aleluia seria Tricolor. Apesar de feriadão, e da chuva forte, a torcida compareceu em bom número – quase 20 mil pessoas. Para completar, o Bahia começou bem.

Depois de pressionar e perder boas chances com Nonato, num chute na área; e Preto, em cobrança de falta, o Tricolor chegou lá, em grande estilo.

Lino tocou para Jair na entrada da área. Ele deixou o marcador no chão, invadiu e encheu o pé. A bola morreu no ângulo de Velloso, que só assistiu, aos 18 minutos. GOLAÇO!

Contudo, ficou só no plano das idéias a impressão de que o sábado seria feliz para torcida do Bahia. E o jogo começou a virar dois minutos depois do gol tricolor.

Alessandro recebeu bola de cobrança de lateral na direita e cruzou para Guilherme, sozinho, empatar.

Falhando muito na marcação defensiva, o Bahia cedeu a virada aos 27 minutos. Marquinhos cruzou da esquerda, ninguém cortou e Guilherme, de voleio, fez um golaço.

Na jogada que originou o gol, Jair deu um carrinho desleal em Alessandro. O árbitro deixou o lance seguir, mas, logo após a finalização, mostrou vermelho para o melhor jogador do Bahia até então.

A saída de Jair foi uma perda dupla, que causou reflexos negativos tanto na defesa quanto no ataque. Isso porque o Tricolor perdeu um homem na marcação, passando a dar mais espaço para o galo; e ficou sem o principal jogador na articulação das jogadas ofensivas.

O reflexo foi o terceiro gol do Atlético, aos 36 minutos. Alexandre recebeu livre na área, passou pela marcação, e tocou no canto.

Aos 42 minutos, o Tricolor teve a última chance, num pênalti sofrido por Nonato, mas Lino desperdiçou a cobrança.

Para o segundo tempo, o Bahia voltou diferente. Bobô colocou o atacante Marcelo Nicácio e o zagueiro Carlinhos nos lugares de Adriano e do zagueiro Valdomiro.

As mudanças deram resultado, só que, antes, o Bahia levou um susto. Após cruzamento da direita, Guilherme cabeceou, na pequena área, mas Emerson fez grande defesa e salvou o Bahia.

Depois do sufoco, o Tricolor diminuiu. Aos três minutos, Marcelo Nicácio tocou para Paulo Sérgio na área. Ele cruzou na medida para Nonato balançar as redes.

Com a torcida inflamada, o Bahia partiu para cima, tentando o empate, criando oportunidades. Porém, aos 17 minutos, um gol de cabeça de André Luiz jogou um banho de água fria nas pretensões tricolores.

Mesmo perdendo, com um homem a menos, o Bahia lutou e buscou um resultado melhor até o fim, comandado pelo jovem Marcelo Nicácio.

Aos 22, Marcelo Nicácio passou por quatro, tocou para Nonato e recebeu na frente. Matou no peito, dentro da área, mas adiantou demais a bola e Velloso pegou.

O galo respondeu aos 24 minutos,quando Alessandro roubou de Carlinhos na área e tocou para Guilherme, sozinho, chutar por cima.

O Tricolor continuou em cima. Aos 29, Lino enfiou para Nonato, ele dividiu com Velloso. A bola sobrou com Paulo Sérgio, mas ele errou o alvo.

O ímpeto ofensivo do Bahia muitas vezes deixava a zaga desguarnecida, e o Atlético se aproveitava. Aos 30, Guilherme emendou de voleio. Emerson voou e fez excelente intervenção.

A última chance do Esquadrão foi uma cobrança de falta, aos 44 minutos, que Preto cobrou no travessão.