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Sérgio Alves faz três, um de bicicleta, e leva Bahia à vice-liderança

Autor de um gol de placa, atacante comandou o triunfo do Tricolor, por 3x2, sobre o Fortaleza pelo Nordestão.

31 mar 2002 | 19H50

Um golaço de Sérgio Alves, dando uma bicicleta fantástica, que merece uma placa na Fonte Nova, foi um dos responsáveis pelo triunfo do Bahia sobre o Fortaleza, por 3×2, neste domingo. O resultado levou o Tricolor à vice-liderança do Nordestão 2002, a duas rodadas do fim da fase classificatória. Alves, numa tarde inspirada, também foi o autor dos outros gols da goleada. Clodoaldo e Cinészio descontaram para os visitantes, que perdiam por 3×0 no segundo tempo, mas melhoraram, reagiram e quase conseguiram levar um ponto heróico de Salvador.

Quem compareceu ao estádio neste Domingo de Páscoa assistiu a um festival de lances bonitos na etapa inicial. O primeiro deles, aos 22 minutos – Preto lançou para Nonato, na entrada da área. O artilheiro matou no peito e chutou de voleio, sem deixar a bola cair. Jefferson voou e, com a mão esquerda, impediu o gol, fazendo uma linda defesa.

Cinco minutos depois, porém, em outra bela jogada, o Bahia promoveu o encontro da bola com as redes. Preto levantou na área em cobrança de falta da intermediária e Sérgio Alves, de primeira, bateu cruzado para fazer o primeiro gol do Tricolor Baiano.

Mas o melhor da “festa” ainda estava por vir e aconteceu aos 36 minutos. Após lançamento da direita, a bola passou pelo zagueiro e encontrou Sérgio Alves. O artilheiro “parou no ar” e deu uma bicicleta perfeita, jogando a bola no contra-pé do goleiro Jefferson, que não conseguiu nem se mexer. O autor da obra de arte foi aplaudido de pé pelos cerca de 11 mil torcedores presentes à Fonte Nova, que tiveram o prazer de assistir a um dos gols mais bonitos do estádio em todos os tempos.

Os lances bonitos não foram protagonizados apenas pelos atacantes do Tricolor. Aos 45 minutos, o goleiro Emerson teve a chance de mostrar o seu talento e não decepcionou, evitando o gol do adversário em duas defesas espetaculares, aos 45 minutos.

Depois da cobrança de escanteio, o jogador do Fortaleza cabeceou na pequena área e Emerson fez um milagre, numa “ponte” com a mão direita. No rebote, novo cruzamento e nova cabeçada. Emerson brilhou mais uma vez, espalmando para fora. Em forma de aplausos, o goleiro recebeu o reconhecimento pelas duas grandes intervenções.

O Bahia começou o segundo tempo dando a impressão que ia continuar implacável com os cearenses, construindo uma goleada histórica. Isso porque, logo no primeiro minuto, após contra-golpe rápido, Nonato recebeu na direita e deu uma assistência precisa para Sérgio Alves marcar o terceiro. O gol fez de Alves um dos artilheiros da competição, com 10 gols, juntamente com Cristiano (CSA) e Aristizábal (Vitória da Bahia).

Porém, o desenrolar da partida não apresentou facilidades ao atual Campeão Nordestino. Com a desvantagem de 3×0, o técnico do Fortaleza, Ferdinando Teixeira resolveu arriscar tudo, colocando dois atacantes em campo no lugar de dois meias, aos 5 minutos – Clodoaldo e Daniel Franco substituíram Daniel Frason e Reginaldo.

As mudanças deram certo, o Fortaleza cresceu, passou a dominar a partida, explorando bem as descidas pelas laterais. Os visitantes chegaram ao gol aos 8 minutos – após um forte chute de fora da área, Emerson deu rebote e Clodoaldo, esperto, mandou para o fundo das redes.

O gol fez o Fortaleza crescer ainda mais. Como o Bahia não conseguia conter o ímpeto ofensivo do adversário, o técnico Bobô resolveu colocar o volante Léo Calegari no lugar de Nonato para reforçar o sistema de marcação.

Ainda assim, a equipe cearense continuou “dona do jogo”. Aos 26 minutos, Teixeira promoveu a entrada de mais um atacante, Cinézio. E foi justamente ele quem diminuiu ainda mais a desvantagem, aos 35 minutos, aproveitando um cruzamento da esquerda.

O Fortaleza continuou insistindo e buscando o empate até o final, mas o Tricolor Baiano conseguiu suportar a pressão e, na base do sufoco, garantiu três pontos importantíssimos na caminhada rumo às semifinais do Nordestão 2002.