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RobGOL

Robson faz três gols, deixa o Tricolor perto das semifinais e cai nas graças da torcida.

14 mar 2004 | 19H15

Foto: Romildo de Jesus

As eleições para a sucessão municipal só começam em outubro, mas no Bahia já tem gente que é candidato, só que a ídolo da torcida tricolor. É o caso do jovem atacante Robson. Na goleada por 4 a 0 sobre o Camaçariense, na Fonte Nova, o artilheiro balançou as redes três vezes. O feito deste domingo fez alguns relançarem um apelido que já fez muito sucesso com a camisa do Esquadrão de Aço – “Robgol”.

A vitória fez o Bahia ficar muito perto de uma vaga nas semifinais do Estadual 2004. O time pode até perder por três gols de diferença na partida de volta, domingo que vem, em Camaçari, para se classificar.

O jogo

O Bahia começou o jogo disposto a reverter a vantagem do adversário nas quartas-de-final do Baianão. O Tricolor foi para frente e encurralou o Camaçarienese.

A pressão começou logo aos seis minutos, quando Elivélton passou pelo marcador e chutou no cantinho – a bola raspou a trave e saiu. Foi o primeiro ensaio para o gol, que aconteceu aos oito minutos.

Danilo entrou como quis na área, passou por um, deixou outro na saudade e chutou. A bola desviou na zaga e sobrou limpa para Robson estufar as redes.

O Tricolor continuou em cima e quase ampliou em duas boas chances perdida pelo zagueiro Leonardo. Aos 17, o beque tentou de cabeça, após cobrança de escanteio. Aos 19, ele pegou a sobra de um chute para o gol, livre na área, matou no peito e chutou por cima gol, de cara com o goleiro.

Aos 21, foi a vez de William perder boa chance, após bom passe de Elias.

Depois do ritmo intenso no início, o Bahia caiu um pouco de produção por volta dos 20 minutos e permitiu o crescimento do Camaçariense.

Aos 27, o time do interior teve sua primeira chance real – um chute de fora da área de Roberto, que assustou o goleiro Márcio.

O Bahia respondeu aos 34. Henrique lançou Robson na área. Ele dominou e bateu no canto, mas a bola saiu.

O Camaçariense voltou a ameaçar aos 38, com Siel. Ele driblou Leonardo na área, ficou livre, mas demorou para finalizar e permitiu a reação do zagueiro.

O Bahia voltou para o segundo tempo com a mesma fome de gol com a qual começou o primeiro tempo. O resultado não poderia ser outro.

Aos 5 minutos, Elias chutou, o goleiro bateu roupa e Robson ampliou a vantagem.

Aos sete, Elias quase fez o terceiro, o que não aconteceu graças a intervenção sensacional do arqueiro Denílson.

A pressão continuou. Aos nove, Robson matou no peito e meteu para o gol. Denílson espalmou nos pés de William, que errou o alvo.

O resultado da insistência ofensiva do time de Vadão veio aos 15 minutos. Danilo fintou João Paulo e dividiu com o goleiro. Ele levou a melhor, pegou a sobra e, na base da raça, fez o terceiro.

Não demorou muito e o Tricolor, dono absoluto da partida, chegou ao quarto, através de Robson, que fez o terceiro dele e se candidatou a mais novo ídolo da torcida. Alguns já começaram a chama-lo de “Robgol”.

No lance, Robson tabelou com Elias, recebeu na área e chutou forte, no ângulo de Denílson – um golaço!

Aos 28 minutos, o goleiro Márcio sentiu a perna após uma dividida com Eanes. O arqueiro não conseguiu mais continuar na partida e foi substituído por Emerson.

Um dos maiores ídolos da torcida tricolor, o goleiro foi ovacionado pela galera na sua entrada em campo – há mais de três meses ele não jogava pelo Bahia.

Aos 42 minutos, Emerson fez uma bela ponte, evitando gol em chute de fora da área e arrancou ainda mais aplausos da torcida.

O Tricolor poderia ter saído do jogo com um placar mais elástico – aos 39, Nicácio acertou a trave.