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Prejudicado, Bahia perde invencibilidade

Arbitragem complica o Tricolor em penalidades duvidosas. Time perde por 2 a 1 em Mogi.

13 jun 2004 | 13H18

Visivelmente prejudicado pela arbitragem do carioca Wagner Rosa, o Bahia teve sua invencibilidade de três jogos no Brasileirão 2004 quebrada neste domingo. O Tricolor perdeu por 2 a 1 para o Mogi Mirim, na casa do adversário.

O Tricolor ficou na bronca com o árbitro por dois pênaltis – um marcado e outro ignorado. O primeiro, originou um gol do Mogi Mirim, logo no minuto inicial da partida. Rosa assinalou a penalidade num toque de mão involuntário do zagueiro Leonardo na bola.

A segunda penalidade aconteceu aos 48 minutos do segundo tempo, sobre o atacante Neto Potiguar. Ele foi claramente derrubado na área, mas o árbitro não marcou a infração que poderia ter levado o Bahia ao empate.

Apesar da derrota, o Bahia continua na zona de classificação do Nacional. O time volta a jogar no sábado, contra o Santo André, na Fonte Nova. O Tricolor vai ter os desfalques de Ari, Luís Alberto e Neném, suspensos; Neto Potiguar e Ernane, que vão servir à Seleção Brasileira Sub-20. Em contrapartida, a equipe deve contar com os retornos de Henrique e Neto, que foram desfalque neste domingo.

O jogo

O jogo começou feio para o Bahia. Logo no primeiro minuto, o árbitro viu toque de mão de Leonardo na área e marcou pênalti duvidoso. Vandinho cobrou e converteu.

O gol fez o Bahia despertar cedinho para o jogo. O Tricolor correu atrás do prejuízo e quase chegou lá aos nove, num chute forte de Robert, na área. A bola só não entrou porque Edervan fez grande defesa.

O gol saiu aos 24 minutos, em grande estilo. Neném driblou o marcador e chutou forte, de fora da área. A bola subiu, pegou um efeito, enganou Edervan e morreu no fundo das redes. Um golaço!

O Tricolor quase virou aos 26, com Robert, que chutou com força, no cantinho, e a bola por pouco não balançou as redes – saiu pela linha de fundo.

Quando o Bahia era melhor no jogo e parecia mais perto da virada, o zagueiro Dezinho resolveu aparecer para atrapalhar a reação baiana. O jogador aproveitou cobrança de escanteio, se antecipou à defesa e, de cabeça, no primeiro pau, fez 2 a 1.

A partida ganhou em emoção com o gol. O Bahia foi com tudo para cima do Mogi, em busca do empate. O time da casa aproveitou os espaços para contra-atacar. O resultado disso foi um show de oportunidades perdidas.

As melhores do Bahia tiveram Daniel Mendes como protagonista. Na mais incisiva delas, aos 33, o atacante foi lançado, chutou de primeira, mas Edervan defendeu.

A oportunidade mais clara do Mogi saiu dos pés de de outro Daniel. Ele driblou Allyson, entrou na área e, de cara com o goleiro Márcio, deu um bico por cima do gol.

No segundo tempo, o Bahia voltou diferente taticamente. O meia Ernane entrou no lugar do zagueiro Allyson e o Tricolor abandonou o esquema 3-5-2.

Apesar da tentativa do técnico Vadão em deixar o time mais ofensivo, o Tricolor pouco ameaçou o Mogi. O time só ganhou força para valer no ataque com a entrada de William no lugar de Daniel Mendes.

O atacante teve, e perdeu, as melhores oportunidades. Aos 33, a bola sobrou limpa para William, em baixo do gol, após cobrança de falta. Mas o jogador chutou em cima do zagueiro.

Dois minutos depois, William avançou, deixou o único marcador para trás, entrou na área e chutou na saída do goleiro. A bola passou tirando tinta da trave e saiu.

Aos 37, começou o festival de cartões vermelhos. Primeiro, foi Márcio, que fez falta em Robert. Depois, Ari cometeu falta, recebeu amarelo, reclamou do árbitro e foi para o chuveiro mais cedo. Minutos depois, Neném derrubou o adversário, tomou o segundo amarelo e, conseqüentemente, o vermelho.

Mesmo com um menos, o Tricolor pressionou. Aos 48, Neto Potiguar foi derrubado na área, mas o árbitro ignorou.