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Pra jamais esquecer

Galeano fala da emoção de ter feito um dos gols mais bonitos da história dos Bavis. O mais belo de sua carreira. O 1º com a camisa tricolor.

12 abr 2004 | 13H00

Lindo, emocionante, inesquecível. Assim, de forma simples, mas bem objetiva, pode ser resumido o que foi o golaço do meia Galeano no Bavi deste domingo, o primeiro clássico da decisão do Campeonato Baiano de 2004.

O lance aconteceu aos 37 minutos do primeiro tempo. A bola foi alçada na área e desviada de cabeça por Neto. Galeano, de costas para o gol, só tinha um artifício. Girou o corpo no ar, levantou o pé direito e disparou uma bomba indefensável para o goleiro Juninho.

A galera tricolor foi ao delírio numa vibração em dose tripla – pela emoção natural de um gol de seu time do coração, por ele ter sido sobre o maior rival numa decisão de Campeonato e pela beleza estética do feito, uma verdadeira pintura, como se diz na gíria futebolística.

O tento, de bicicleta, foi um dos mais emocionantes da história do Bavi e, sem dúvida, o mais bonito da carreira de Galeano, nas palavras do próprio jogador.

“Ah, nunca fiz um gol como esse. Já fiz alguns belos gols, mas nada comparável. Tive uma felicidade muito grande ao acertar o lance e de pegar bem na bola, que realmente foi muito forte”, declarou Galeano, que tentou descrever o que sentiu no momento do gol.

“Foi demais. Aquela massa apaixonada vibrando. A satisfação e o orgulho por saber que tinha feito um gol bonito e raro. O primeiro gol com a camisa do Bahia. Não pra relatar o que senti. Só posso dizer que foi maravilhoso, inesquecível. Espero que tenha sido apenas um dos ótimos momentos que eu tenho pra viver aqui”, disse Galeano, que, depois do gol, se consagrou de vez com ídolo da Nação Tricolor e foi ovacionado pelo público ao ser substituído por Ari, na segunda etapa.