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O mestre Evaristo

Como treinador, Evaristo de Macedo tem 36 anos de experiência. Ponto culminante da carreira foi o título Brasileiro de 88 pelo Bahia.

28 abr 2003 | 16H22

Evaristo de Macedo iniciou a carreira de treinador no América/RJ, em 1967. A primeira de suas passagens pelo Bahia aconteceu em 1973. Comandando um time de craques como Buticce, Baiaco, Natal, Douglas e Eliseu, que perdeu apenas um dos 30 jogos realizados no certame e marcou 62 gols, Evaristo começou a escrever seu nome na história do clube, conquistando o Campeonato Baiano daquele ano, dando início à série de títulos estaduais que só terminaria em 1979, com o inédito hepta-campeonato – a maior seqüência de títulos estaduais do tricolor em todos os tempos.

Já consagrado como técnico, com a fama de ser um exímio estrategista e profundo conhecedor da tática futebolística, o que lhe rendeu o apelido de “mestre”, Evaristo de Macedo retornou ao comando técnico do Bahia em 1988, após treinar as Seleções do Catar e Iraque e de uma rápida passagem de seis jogos à frente da Seleção Brasileira, em 1985.

A segunda estada de Evaristo no Bahia começou com o a conquista do tri-campeonato baiano de 1988, competição que serviu de laboratório para o treinador formar a base da equipe que daria um salto gigantesco sob sua batuta e surpreenderia todo o país, levantando a taça de Campeão Brasileiro daquele ano – o título mais importante em 70 anos de vida do tricolor.

Depois da conquista do Brasileirão de 1988, Evaristo retornou ao Bahia, para uma curta passagem, em 1995. Em 1998, de volta ao banco de reservas tricolor, o “mestre” ajudou o Bahia a quebrar um jejum de três anos e faturar o Campeonato Baiano, em pleno estádio Barradão, sobre o rival Vitória. O técnico saiu do clube no segundo semestre de 98 para voltar no início de 2000 e ficar até hoje.

Em 2000, Evaristo levou uma equipe considerada pelos críticos como limitada às finais da Copa João Havelange. Em 2001, o “mestre” comandou o tricolor na campanha de seu 43º título estadual; na conquista do inédito Campeonato do Nordeste; e ajudou o Bahia a se classificar, pelo segundo ano consecutivo, para as finais do Nacional.

Ao lado de Telê Santana, Evaristo é o técnico que mais participou de Campeonatos Brasileiros – 18 edições. O treinador esteve no banco de reservas em jogos do Nacional por 322 vezes – terceiro colocado histórico. É o quarto técnico com mais vitórias em Brasileiros – 130. O Bahia foi o clube que Evaristo de Macedo mais treinou em Brasileirões. Em 2001, o técnico atingiu a marca de 300 jogos em Nacionais, numa vitória fora de casa contra o América/MG. Ao todo, Evaristo já comandou o Esquadrão em 127 jogos em cinco Brasileiros, conquistando 49 vitórias.

O ponto máximo dessa longa história entre o “mestre” e o clube mais tradicional do Nordeste, que começou no Brasileiro de 1973, foi, claro, a conquista do título do Brasileirão de 1988, quando Evaristo levou o Bahia ao ponto máximo do futebol nacional. Além do Bahia, Evaristo foi técnico das seguintes equipes em Nacionais – Santa Cruz, América/RJ, Grêmio, Cruzeiro, Flamengo, Atlético/PR, Vitória da Bahia e Vasco.

Clubes –

América/RJ (67 e 85); Fluminense/RJ (67 – 68); Vasco (69 e 2002); Uberlândia/MG (70); Fluminense/BA (71); Santa Cruz (72 e 77-79); Bahia (73, 88-89, 95, 98 e 2000-01); Seleção Brasileira Júnior (77); Seleção do Catar (79-84, 85-87); Seleção Brasileira (85); Seleção do Iraque (86); Grêmio (90 e 97); Cruzeiro (91); Flamengo (93, 98 e 2003); Atlético/PR (96); Vitória/ BA (97); Corinthians (99).

Principais títulos-

Campeão Baiano de 73, 88, 98 e 2001 (Bahia); Campeão Nordestino de 2001 (Bahia); Campeão Brasileiro de 88 (Bahia); Campeão Pernambucano de 72,78,79 e 80 (Santa Cruz); Campeão da Copa do Golfo Pérsico de 92 (Seleção do Catar); Campeão Gaúcho de 90 (Grêmio); Campeão da Copa do Brasil de 97 (Grêmio).