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O Bahia é dos Baianos

Clube dá oportunidade a seus ex-jogadores e resultados aparecem.

02 jun 2004 | 22H48

Esse time faz gols até hoje. Os jogadores já penduraram as chuteiras, mas continuam ajudando o Bahia com seu trabalho, agora fora de campo. É uma maneira de o Tricolor garantir que profissionalismo e amor ao clube atuem juntos. E ainda há quem diga que o Esquadrão perdeu sua identidade.

Na superintendência das Divisões de Base, a elegância sutil de Bobô. Desde sua chegada, há cinco anos, o Bahia melhorou significativamente na Base, conquistando competições estaduais e internacionais, como o Torneio de Marseille (2001 e 2002 e vice em 2003), além de revelar vários jogadores para os profissionais, como Daniel, Jorge Wágner, Nonato e Danilo, e ter atletas convocados para as Seleções Brasileiras, a exemplo de Ernane, Neto Potiguar, Avine, Cleberson e Paulo Cerqueira em 2004.

No comando do time júnior está o ex-lateral esquerdo Carlos Amadeu, que após parar de jogar, no final da década de 80, se preparou para ser técnico e foi Bicampeão Baiano da categoria sub-20, depois de duas temporadas à frente da equipe. Ao chegar da Copa São Paulo, já vai assumir o posto de auxiliar do técnico Hélio dos Anjos no elenco profissional.

O treinador da equipe juvenil é o ex-centroavante do Bahia e da Seleção Brasileira, em 1988, e hoje técnico, Charles Fabian. Com ele, o Bahia foi Campeão invicto em 2003 e perdeu apenas nas finais em 2004. O preparador de goleiros é Ricardo Dantas, goleiro na década de 90. O técnico do infantil, que está no interior paulista disputando a Copa Votorantim, é Sandro, meia do time campeão de 88. O chefe da delegação tricolor em São Paulo é Raimundinho, jogador do clube nos anos 80 e filho do craque Florisvaldo, ídolo tricolor na década de 60. Além desses, já passaram e ainda têm as portas abertas no clube – como treinador, auxiliar ou “olheiro” – ex-ídolos como João Marcelo e Beijoca, hoje técnico no exterior.

E por último, mas não menos importante, o massagista Jones. É o funcionário mais antigo do clube, com seus mais de 40 anos de serviços prestados ao Bahia. Trabalha nas Divisões de Base.

Tudo isso prova que o Bahia dá chance aos seus ex-jogadores de continuarem erguendo o clube com o mesmo talento outrora mostrado em campo. Novas oportunidades surgirão e será com muito orgulho que o Bahia recrutará outros ex-ídolos que continuem desempenhando alguma função relacionada ao futebol.