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Nonato reaparece, pede desculpas e é punido

Artilheiro disse ter ficado chateado com ameaça da reserva, aceita multa de 25% no salário e diz que quer voltar a balançar as redes e esquecer o que fez.

15 set 2003 | 17H25

Depois de ter faltado à reapresentação, na última quinta, ao treino da sexta-feira, e, conseqüentemente, ficado fora do jogo com o Grêmio, sábado, o atacante Nonato reapareceu nesta segunda-feira no Fazendão. Dizendo-se arrependido do ato, reconhecendo o erro, Nonato treinou pela manhã e, à tarde, participou de uma reunião com o presidente Marcelo Guimarães e sua diretoria. A punição do clube ao gesto de indisciplina de um de seus maiores ídolos foi uma multa de 25% em seu salário do próximo mês.

Nesta terça-feira pela manhã, o atleta se reúne com a comissão técnica que vai estender, ou não, a punição imposta pela diretoria. “O Lula que vai decidir se ele permanece no grupo, leva suspensão, ou adota qualquer outra medida relativa à participação do atleta aos treinos ou aos jogos. Para isso a comissão recebeu toda autonomia da minha parte. O papel da direção nós já fizemos”, declarou o presidente Marcelo Guimarães em entrevista coletiva à imprensa após a reunião com Nonato.

Nonato admitiu que não viajou por receio de ficar na reserva contra o Grêmio. “Na quinta-feira, no coletivo, o Lula me chamou e o Didi pra dizer que a gente estava disputando uma posição no ataque. Respeito muito o Didi, mas acho que meu momento não era o de ir para reserva e que, por toda a história bonita que construí no clube, eu não merecia sair do time. Por isso que me chateei e resolvi não viajar”.

O artilheiro do Bahia no século XXI declarou ainda que passou o último final de semana em casa, com os filhos, refletindo sobre sua decisão, chegando à conclusão de que foi um erro. “Não pensei direito porque estava muito chateado. Mas depois parei para analisar e vi que fiz besteira. Por mais que achasse injusto ir para reserva, deveria ter ficado do lado dos meus companheiros e respeitado a comissão técnica. Errei e é por isso que estou aqui pedindo desculpas, em público, à diretoria e ao torcedor do Bahia, que, infelizmente, não pôde contar comigo quando o clube tanto precisava”.

O atacante disse que em nenhum momento teve medo da pressão de ter que marcar os gols para o Bahia continuar sua ascensão no Nacional, mas que deixou o time justamente porque não queria ficar no banco de uma partida tão importante quanto a do Grêmio. “Queria deixar bem claro que não fugi das minhas responsabilidades. O torcedor do Bahia sabe que sempre estive disposto a ajudar o clube quando ele mais precisava. Ano passado, por exemplo, fiz três gols contra a Portuguesa, na última rodada, e a gente permaneceu na primeira divisão. Fiquei chateado justamente porque gosto muito de jogar e defender a camisa do clube. Não queria ficar fora de uma decisão, que era o jogo com o Grêmio. Eu quero sempre jogar”.

O artilheiro afirmou ainda que vai pedir ao técnico Lula Pereira para participar do jogo contra o Vasco, domingo, na Fonte Nova, mesmo que fique na reserva. “Não escondo minha frustração, mas o Lula tem o direito de escalar quem ele acha que está melhor e vou respeitar isso. Tudo que eu quero agora é esquecer o que aconteceu, voltar a balançar as redes e dar alegria a essa torcida que tanto merece e me admira, para ajudar o Bahia a permanecer na elite do futebol brasileiro”.