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Nonato faz o 100º, mas furacão leva a melhor

Artilheiro desencanta e marca gol histórico. Tricolor joga bem, mas perde muitas chances e jogo para o Atlético/PR.

20 jul 2003 | 18H20

Depois de seis partidas sem balançar as redes, o atacante Nonato voltou a marcar e fez o 100º gol dele na carreira – todos com a camisa do Bahia. Infelizmente, o tento histórico não foi suficiente para evitar a derrota do Tricolor para o Atlético/PR, por 2 a 1, neste domingo, na Arena da Baixada, pelo Brasileirão 2003.

Apesar dos cinco desfalques – Luís Alberto, Luiz Fernando, Ramos, Preto e Neto – o Tricolor, atuando no esquema 3-5-2, fez um bom primeiro tempo. Mesmo tomando o gol, o time foi para cima e conseguiu empatar. Contudo, no segundo tempo, o Esquadrão caiu de produção, levou outro gol e não teve poder de reação, ainda que, aos 44, tenha perdido uma excelente oportunidade para deixar tudo igual.

O Bahia volta a campo nesta quarta-feira, para enfrentar o Corinthians na Fonte Nova. O time vai ter os reforços de Preto, Neto, Luiz Fernando e Ramos. Luís Alberto, com uma contusão na coxa, ainda deve ficar fora.

O jogo

Mesmo jogando fora de casa, foi o Bahia quem começou ditando o ritmo do jogo. Com boa atuação de seus homens de frente, Danilo, Nicácio e Nonato, o Esquadrão começou pressionando o furacão.

Aos 10 minutos, Nonato recebeu de Nicácio e encheu o pé. Diego desviou e a bola ainda bateu na trave antes de sair.

Os donos da casa responderam aos 15 minutos. Leomar acertou um belo chute de primeira, da entrada da área. Emerson fez excelente defesa.

O jogo era emocionante, corrido, com as duas equipes buscando o gol, quando, aos 21 minutos, o furacão abriu o placar. Dagoberto invadiu a área pela direita, passou por Marcelo Souza e cruzou para trás, onde Jadson completou para o fundo da rede.

O Bahia sentiu o gol e recuou com o conseqüente crescimento do Atlético/PR, que partiu de vez para cima. Mas no contra-ataque, aos 29 minutos, o Tricolor conseguiu empatar, em grande estilo.

Danilo lançou Marcelo Nicácio. Ele ajeitou de cabeça para Nonato, que tocou com estilo, na saída de Diego, encobrindo o goleiro rubro-negro. O tento foi histórico – o 100º gol do artilheiro como profissional, todos marcados com a camisa do Bahia. Com o gol, Nonato quebrou jejum de seis partidas sem balançar as redes – foi o 10º dele no Brasileirão 2003.

Na segunda etapa, o Bahia não conseguiu reviver os bons momentos do primeiro tempo. O Tricolor ficou muito atrás e aceitou a pressão do Atlético/PR.

Logo aos cinco minutos, o rubro-negro voltou a ficar na frente. Dagoberto passou por dois, invadiu a área e tocou na saída de Emerson.

O Tricolor ainda esboçou uma reação, mas esbarrou nos erros de passe, na falta de criatividade de seu meio-campo e na marcação do Atlético/PR.

Já o time da casa aproveitou os erros de marcação do Bahia para pressionar. O Atlético teve duas boas chances de marcar, em cobrança de falta de Jadson e num chute à queima-roupa de Dagoberto, na área. O Tricolor só não sofreu o terceiro porque Emerson foi espetacular em ambos os lances.

Aos 44 minutos, o Bahia quase chegou ao empate, num chute forte de Danilo, que obrigou Diego a fazer um verdadeiro milagre e garantir o resultado positivo de sua equipe.