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Nonato é ovacionado pela Nação Tricolor

Artilheiro sai de campo aplaudido de pé pela unanimidade da torcida do Bahia na Fonte Nova depois de marcar gol da vitória no BAVI.

15 jun 2003 | 21H50

Os presentes na Fonte Nova neste domingo assistiram a uma cena que seria impossível de imaginar há pouco tempo atrás. Todos os torcedores do Bahia, sem exceção, aplaudiram o artilheiro quando ele foi substituído, no finalzinho do BAVI, e entoaram o coro – “uh, terror, o Nonato é matador…”

A cena seria inusitada há pouco tempo porque Nonato, mesmo sendo o maior artilheiro do clube no século, nunca tinha sido unanimidade perante a torcida. Isso acontecia, em grande parte, pelo temperamento do atacante. Ele não aceitava certas críticas e entrava em polêmicas discussões, dando declarações ofensivas e provocativas contra alguns torcedores.

“Graças a Deus, isso faz parte do passado e minha paz com a torcida já está sacramentada. O gesto deles hoje foi mais uma prova disso”, disse Nonato, que justificou a moral com os torcedores. “Eu continuo o mesmo de sempre em campo, fazendo os gols. Fora dele é que eu mudei. Amadureci, passei a compreender a torcida e o apoio dela vem me ajudado muito”, disse o “matador”, autor do triunfo da vitória, nono dele no Brasileirão 2003 e 99º com a camisa tricolor.

“Claro que tinha a expectativa de fazer o centésimo. Seria muito legal, ainda mais contra o Vitória. Mas esse não era o meu objetivo. Minha meta foi alcançada, que era ajudar o Bahia a vencer. Quanto ao centésimo, tenho certeza que ele vai sair mais cedo ou mais tarde, com naturalidade”, falou o artilheiro, que jogou o segundo tempo do BAVI no sacrifício.

“Eu levei uma pancada no tornozelo e quase não voltei pro segundo tempo. Só que a força da torcida, do professor Evaristo e o incentivo dos companheiros me fizeram jogar na base da raça. Graças a Deus, valeu a pena”.