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Nonato dá as boas vindas a Bobô

Artilheiro faz três e comanda a goleada do Bahia na re-estréia do treinador. Tricolor está classificado na Copa do Brasil.

12 mar 2003 | 22H49

Com uma atuação impecável de Nonato, autor de três gols, o Bahia goleou o Atlético/PB, por 4 a 1, nesta quarta-feira, na Fonte Nova, e garantiu classificação para segunda fase da Copa do Brasil 2003. A partida marcou a re-estréia do ídolo Bobô no comando técnico do clube. O Bahia jogava por um empate sem gols ou uma vitória simples para se classificar, já que a partida de ida terminou em 1 a 1, na casa do adversário.

O Tricolor não fez uma partida memorável, mas se aproveitou da fragilidade do adversário para construir um resultado elástico. Com os gols desta quarta, Nonato ultrapassou Bobô na tábua de artilheiros históricos do clube – 83 x 81. Outro destaque individual do Bahia foi o goleiro Ederson, que fez belas defesas e conquistou a confiança da torcida.

O Bahia atuou sem dois titulares contra o Atlético – o goleiro Emerson, que se recupera de uma cirurgia no joelho; e o meia Jair, que está fora de forma.

O jogo

Sem dar espaços para o adversário, atacando em bloco, o Bahia teve o domínio total do jogo em seu início. Nos seis primeiros minutos, o Tricolor chegou três vezes com perigo ao gol de Bel – com Nonato, numa cabeçada na área; Danilo, que passou por dois, invadiu a área, mas chutou em cima do goleiro; e Cláudio, que furou “de frente para o crime”, após bom cruzamento de Danilo.

Aos 19 minutos, o Tricolor desperdiçou sua melhor oportunidade. Nonato arriscou da entrada da área, a bola desviou na zaga e sobrou limpa para Cláudio. Ele matou no peito, na pequena área, esperou a saída de Bel, mas chutou à esquerda do gol.

Depois de tanto sufoco, o Atlético resolveu acordar. Giqueta avançou pela esquerda e cruzou. Marcelo Souza rebateu errado e deixou Paulinho livre para fazer, mas ele errou o chute. Bujica pegou a sobra e bateu cruzado, obrigando Ederson a fazer arrojada intervenção.

Depois de um bom começo, os jogadores do Bahia sentiram a falta de ritmo de jogo – a equipe não jogava desde antes do Carnaval – e o time caiu um pouco de produção, por volta dos 30 minutos. A torcida começou a pegar no pé.

Mas antes que as vaias incomodassem, Preto levantou a galera. Aos 35 minutos, o meia fez uma jogada genial, passou por três, entrou na área, mas bateu por cima do gol.

O lance serviu como uma injeção de ânimo no time, que chegou a seu primeiro tento dois minutos depois – Adeildo invadiu a área, enganou a marcação e colocou na cabeça de Nonato, que balançou as redes.

Embalado, o Tricolor ampliou a vantagem aos 43 minutos. Danilo partiu para cima com a bola dominada, passou por dois, invadiu a área e tocou na saída de Bel.

No intervalo, o técnico Jorge Luís mexeu no setor ofensivo do Atlético. Tamboriu e Nildo entraram nos lugares de Delânio e Baresi. A equipe paraibana melhorou.

A evolução dos paraibanos deu oportunidade para que o goleiro Ederson mostrasse que tem condições de substituir o ídolo Emerson à altura. Impedindo o gol do Atlético em dois lances parecidos, em cobranças de falta da entrada da área, Ederson praticou belas defesas e não só salvou o Bahia, como conquistou a confiança da torcida.

Mesmo numa noite inspirada, o goleiro não conseguiu evitar o gol de Fabão, aos 18 minutos, após um bate rebate na área.

O gol não abateu o Tricolor, que manteve o controle da partida e, com tranqüilidade, chegou ao terceiro aos 26 minutos, com Nonato, aproveitando excelente passe de Bebeto Campos.

Com a classificação garantida, o Bahia passou a explorar a fragilidade do sistema defensivo e o cansaço do adversário. Depois de perder boas chances com Nilson, Nonato e Preto, o Tricolor transformou a vitória em goleada. Aos 43, Arlindo chutou, Bel deu rebote e Nonato fez o terceiro dele no jogo.