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Matador decisivo: Nonato faz três e desabafa

Nonato agradece aos que o apoiaram nos momentos difíceis e cutuca os críticos, após provar que, na hora H, ele decide!

17 nov 2002 | 19H07

Uma resposta a todos que o perseguiram e o criticaram. Assim o atacante Nonato encarou os três gols marcados por ele contra a Portuguesa, neste domingo – fundamentais para evitar o rebaixamento do Bahia no Campeonato Brasileiro de 2002.

Só que, ao invés de esbravejar e ser agressivo com quem o criticou e procurou desmoraliza-lo, o atacante resolveu agradecer aos que o apoiaram nos momentos difíceis. “Só quero agradecer a Deus por toda alegria e orgulho que estou sentindo. Mas isso só é possível por causa do apoio que recebi de minha família e amigos. Queria agradecer principalmente a minha esposa e ao meu amigo Luciano, que foram fundamentais pra mim”.

Apesar do “pacifismo” nas declarações, Nonato não esqueceu de “cutucar” quem o criticou. “Sempre falam que eu perco muitos gols. Mas isso é uma prova do quanto eu participo do jogo. Eu perco porque estou presente sempre ali na área. Em compensação, também faço muitos. Não é a toa que fui o artilheiro do time no Campeonato, graças, é claro, a ajuda de meus companheiros”, disse Nonato.

O atacante terminou o Brasileirão com 10 gols – exatamente a mesma quantidade assinalada no Nacional de 2001. Com os tentos assinalados neste domingo, Nonato termina a temporada 2002 como artilheiro da equipe, com 37 gols, e chega a marca de 77 gols com a camisa tricolor, assumindo o 17o posto na artilharia histórica do clube, ao lado de Léo Brígia.

Matador das decisões

Com os três gols de hoje, Nonato entra de vez na história do Bahia como artilheiro das decisões. É impressionante com o aproveitamento do atacante cresce nos momentos decisivos, onde ele sempre deixa a sua marca.

Ano passado, ele fez dois gols ma final do Nordestão, conquistada pelo Tricolor, e marcou o gol que classificou o clube para as finais do Campeonato Brasileiro, num jogo decisivo contra o Sport, em Recife. Este ano, o matador voltou a balançar as redes duas vezes na final do Campeonato do Nordeste, conquistado em pleno Barradão, em cima do rival Vitória; fez o gol que garantiu o Bahia nas finais da Copa dos Campeões, além de livrar o Esquadrão do rebaixamento.