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Manifestações mudam cotidiano do Bahia

Jogadores explicam o que estão fazendo para poder chegar na hora certa aos treinos. Alguns estão dormindo no Fazendão.

04 set 2003 | 10H20

Fonte: A Tarde

Os estudantes foram às ruas de Salvador para um movimento histórico contra o aumento da passagem de ônibus. Em alguns trechos da cidade o trânsito parou e o transtorno foi inevitável. Para vencer os engarrafamentos e chegar ao Fazendão, onde teriam dois turnos de treinamentos, os jogadores do Bahia tiveram que driblar tudo que encontravam pela frente. Até o meio-fio, como fez Preto.

Preocupada com a possibilidade de ausência dos jogadores nos treinos, a comissão técnica manteve vários na própria concentração, evitando imprevistos. Dormiram ontem no Fazendão Márcio, Fabiano, Luiz Fernando, Bruno, Ari, Elias, Cícero e Glauciano. Eles moram mais distantes e utilizam transporte coletivo.

Até quem mora perto do Fazendão teve dificuldades devido ao congestionamento na rótula do aeroporto, no acesso ao bairro de Itinga, onde fica o centro de treinamento do Bahia. Mesmo estando na casa da noiva em Itapuã, a poucos minutos do Fazendão, o meia Luís Alberto sofreu em dobro. Com uma lesão muscular na coxa esquerda, o jogador teve que andar por 10 minutos até conseguir um táxi.

Estratégia – Para evitar o atraso no treino da manhã, Preto saiu de casa duas horas antes do previsto e conseguiu escapar dos primeiros bloqueios. Mas à tarde não teve a mesma sorte e depois de muitos dribles pelas ruas do Itaigara terminou fugindo do movimento pela BR-324, passando pela via Cia-Aeroporto, até chegar ao bairro de Itinga.

A mesma estratégia de Preto foi utilizada por Nonato, Marcelo Souza e Emerson, que fugiram do tumulto pela BR-324. Melhor sorte teve Otacílio, morador de Vilas do Atlântico e que enfrentou dificuldades apenas na rótula do aeroporto, onde também era grande o congestionamento de ônibus e carros particulares.