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Leão abatido na Ilha

Esquadrão de Aço vence o Sport em Recife e chega à terceira vitória consecutiva. Tricolor é o terceiro.

06 jul 2004 | 22H52

Darino Sena

Mesmo em sua selva, o Leão não foi páreo para o Super-Homem, que continua em franca ascenção rumo à elite do nosso futebol. É que, nesta terça-feira, o Bahia venceu o Sport em plena Ilha do Retiro, em Recife, por 1 a 0, e ganhou mais uma posição na tábua de classificação do Brasileirão 2004. O Tricolor agora é o terceiro colocado. Foi a terceira vitória consecutiva do time na competição, onde agora soma 23 pontos. O gol do triunfo foi marcado por Renna.

O Esquadrão não fez um bom primeiro tempo. Cometeu erros de marcação e permitiu que o adversário dominasse o jogo. O Sport só não abriu o placar graças à grande atuação do arqueiro Márcio.

No segundo tempo, o time voltou com o atacante Renna no lugar do meia Luís Alberto, que saiu machucado. Depois de tomar um sufoco nos minutos iniciais, a equipe se acertou e passou a explorar com perigo os contra-golpes.

Num deles, Renna recebeu lançamento perfeito de Robert e balançou as redes, aos 15 minutos. Depois do gol, o Sport esboçou uma reação, mas esbarrou em Márcio e na eficiente marcação do Tricolor.

O Bahia volta a campo somente no próximo dia 17, quando enfrenta o Londrina, na Fonte Nova. O time entra em campo com uma série de desfalques. Bruno, expulso, Reginaldo e Leonardo, suspensos pelo terceiro amarelo, estão fora. Também não jogam os garotos Neto Potiguar e Ernane, convocados para a Seleção Brasileira Sub-20. Para compensar, há o retorno dos volantes Ari e Neto, que voltam após suspensão.

O jogo

A postura tática do Bahia ficou nítida desde o apito inicial da arbitragem. O Tricolor queira explorar os contra-golpes para tentar surpreender o Sport. Por isso, o time de Vadão buscava atrair os donos da casa para a sua área e explorar os espaços causados pelas investidas ofensivas no rubro-negro.

Porém, pelo menos no segundo tempo, a tática tricolor não deu certo. Com problemas na marcação, o Bahia dava muito espaço ao adversário e não conseguia contra-atacar. O resultado é que o Campeão Brasileiro de 88 tomou sufoco do Sport.

Os pernambucanos acertaram duas bolas na trave, aos 5 minutos, com Ademar, e aos 40, com Jean Carlos. O rubro-negro assustou ainda em cabeçadas perigosas de Canela e Robgol.

O 0 a 0 foi mantido ainda graças a duas grandes intervenções de Márcio. A primeira, num chute de Nildo, dentro da área, aos 19. A segunda, aos 46, quando o arqueiro espalmou uma bomba do zagueiro Sílvio Criciúma.

No intervalo, Vadão foi obrigado a mexer no time. O meia Luís Alberto, com uma lesão no ombro, foi substituído pelo atacante Renna. A mudança foi decisiva para o resultado do jogo.

Com um atacante improvisado no meio, o Bahia perdeu força de marcação e permitiu uma pressão pesada do Sport. O time da casa perdeu várias chances de marcar.

Na melhor delas, aos 8 minutos, Nildo aproveitou rebote da trave e mandou para o gol. Em cima da linha, Bruno salvou. O Sport reclamou toque de mão do lateral tricolor. A arbitragem ignorou.

Depois de resistir à blitz rubro-negra, o Bahia se arrumou em campo. O time acertou a marcação e passou a aproveitar bem os contra-ataques, explorando a velocidade de Neto Potiguar e Renna.

E foi na base do contra-golpe que o Bahia chegou lá, aos 15 minutos. Robert fez lançamento primoroso para Renna, que dominou, avançou com personalidade e, na saída do goleiro, estufou as redes.

Com o gol sofrido, o Sport fez uma série de alterações, mas elas não resultaram em nada. Já o Bahia reforçou a marcação, com a entrada do volante Glauciano no lugar do atacante Selmir.

O time de Vadão continuou jogando com personalidade, anulando as investidas adversárias e incomodando nos contra-ataques. Nem a expulsão de Bruno, aos 37 minutos, abalou a equipe.

Mesmo com a expulsão, o Tricolor resistiu bravamente à pressão do Sport e conseguiu sua terceira vitória fora de casa no Brasileirão 2004.