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Justiça com as próprias mãos

Emerson neutraliza erro da arbitragem, defende o segundo dos três pênaltis cobrados contra o Bahia em 2002 e salva Tricolor da derrota.

21 abr 2002 | 19H16

Ao defender o pênalti de Thiago, aos 16 minutos do primeiro tempo da partida deste domingo, contra o Náutico, o goleiro do Bahia, Emerson, literalmente, fez “justiça com as próprias mãos”.

Isto porque seria uma injustiça o Tricolor ser prejudicado mais uma vez em 2002 por um erro de arbitragem – as câmeras de TV que transmitiam a partida mostraram nitidamente que o jogador Thiago se jogou ao dividir bola na área com Marcelo Souza, enganando o árbitro Antônio Sipriano.

“Procurei retardar ao máximo minha saída, observei bem o posicionamento do Thiago e consegui acertar o canto”, explicou Emerson, que tem um excelente aproveitamento em cobranças de penalidades nesta temporada.

Esta foi o terceiro pênalti cobrado contra o Bahia em 2002 e a segunda defesa de Emerson. O goleiro só sofreu gol nesta jogada contra o CRB/AL, evitando o tento, além da partida de hoje, contra o Treze/PB. As três partidas foram válidas pelo Nordestão.

O segredo para o sucesso? Treino, muito treino. “Treino muito essa jogada no Fazendão, onde também costumo ter um bom aproveitamento. Fico feliz por ter ajudado o Bahia a ficar mais próximo da final do Campeonato do Nordeste”.

Para os que não se lembram, foi justamente a boa performance em cobranças de pênalti grande responsável pela contratação do goleiro pelo Bahia, junto ao Grêmio/RS, em 2000.

O problema é que elas prejudicaram o Tricolor – atuando pelo Juventude, Emerson realizou duas defesas na decisão por penais que acabaram eliminando o time da Copa do Brasil de 1999.