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Homenagem

Camisas voltarão a promover o Novembro Negro

21 nov 2018 | 17H16

O Esquadrão de Aço aproveitará a partida desta quinta-feira (22), contra o Fluminense, na Fonte Nova, pelo Brasileirão, para dar continuidade às homenagens do clube ao mês da Consciência Negra.

Primeiro, diante da Chapecoense, as camisas dos atletas tricolores destacaram negros lendários da história brasileira (relembre aqui). Depois, contra o Ceará, nossos jogadores atuaram com nomes de negros notáveis da atualidade (relembre aqui). Agora, o tema será ex-atletas negros do Bahia.

Nos dois jogos anteriores, saímos de campo com o triunfo. Que assim seja novamente.

Nomes que seriam obrigatórios, os ex-atacantes Biriba e Carlito não estarão na lista porque já estiveram presentes na ação inicial de novembro. Ao todo são 23 ídolos, de diferentes gerações.

Entramos em contato com todos, convidando para a partida e oferecendo a camisa personalizada.

Infelizmente muita gente boa ficou de fora, mas havia um limite de relacionados.

Conheça os nomes que vão figurar na 3ª homenagem do clube da capital mais negra do país:

BAIACO, 69 anos
Dono de 10 títulos baianos entre 1967 e 79, participou de todas conquistas da sequência do heptacampeonato do Esquadrão (1973-79). Apesar de franzino, o ex-volante era um marcador implacável e fez poucos, mas importantes gols com a camisa tricolor, como o do hexa contra o Leônico, em 78.

BEBETO CAMPOS, 43 anos
Bicampeão baiano (1999 e 2001) e bicampeão do Nordeste (2001 e 2002), o ex-volante era bom no desarme e na saída de bola e conhecido por correr o campo inteiro. Em 2004, quando defendia o Paysandu, foi obrigado a encerrar a carreira precocemente devido a problemas cardíacos.

CLÁUDIO ADÃO, 63 anos
Com dois títulos baianos (1986/91) e 63 gols em duas passagens pelo Tricolor, o ex-centroavante é o 21º maior artilheiro da história do clube. Ao todo, marcou quase 600 gols e se destacava pelo jogo aéreo.

CLAUDIR, 57 anos
Campeão brasileiro em 1988, o ex-zagueiro se tornou titular exatamente na reta final da campanha. Além da conquista da Segunda Estrela, foi tricampeão baiano (1986-88) pelo Esquadrão.

DADÁ MARAVILHA, 72 anos
Autor de 54 gols com a camisa do Bahia, o folclórico Dario foi bicampeão baiano (1981 e 82) pelo clube. Conhecido como ‘Peito de Aço’, fez tanto sucesso com a torcida que acabou coroado “Rei da Fonte Nova”.

EDINHO JACARÉ, 62 anos
Campeão brasileiro em 1988, o ex-lateral também foi sete vezes campeão baiano, entre 1981 e 89. Destacava-se pela raça e forte marcação. Graças à sua polivalência, virou uma importante peça na conquista do bi, sendo utilizado nas duas laterais do campo.

EMO, 61 anos
Cinco vezes campeão baiano entre 1981 e 86, o ex-meia foi um dos principais nomes da década de 80. Apelidado de ‘Fiapo’, era uma espécie de formiguinha em campo e também dava muitas assistências.

FABÃO, 42 anos
Cria da divisão de base tricolor, o ex-zagueiro foi campeão baiano em 1998 e se notabilizava pela força física e pelo jogo aéreo. Em quase 20 anos de carreira, chegou a conquistar nada menos que uma Libertadores e um Mundial de Clubes pelo São Paulo.

HENRICÃO, 85 anos
Campeão brasileiro em 1959 pelo Esquadrão, o ex-zagueiro também foi tricampeão do Norte e Nordeste entre 59 e 63 e pentacampeão baiano entre 58 e 62. Ganhou o apelido por conta de sua altura e porte físico, além de ser um exímio cabeceador.

JÉSUM, 64 anos
Tricampeão baiano entre 1976 e 78, o ex-ponta esquerda ganhou fama por infernizar a vida dos laterais adversários. Rápido, habilidoso e com boa finalização, marcou 38 gols com a camisa do Esquadrão.

JOÃO MARCELO, 52 anos
Campeão brasileiro em 1988 pelo clube, o ex-zagueiro foi essencial na conquista do título, sendo titular em toda a campanha. Apesar de jovem (tinha apenas 22 anos), foi um dos líderes daquele elenco.

LIMA SERGIPANO, 51 anos
Conhecido como ‘Canhão do Fazendão’ por conta da força de seu chute, principalmente em lances de bola parada, é o 16º maior artilheiro da história tricolor, com 84 gols, mesmo tendo atuado como volante. Defendeu o clube de 91 a 98, sendo campeão estadual em quatro oportunidades.

LUIS HENRIQUE, 50 anos
Último jogador convocado para a seleção brasileira principal atuando pelo Bahia, o ex-meia era o maestro da equipe tricolor que chegou à semifinal do Brasileirão de 1990. Campeão baiano em 91, acabou contratado pelo Palmeiras.

MÁRIO, 88 anos
Campeão brasileiro em 1959 pelo clube, atuou na finalíssima contra o Santos de Pelé. Até se aposentar, em 66, conquistou quatro Estaduais, disputou uma Libertadores e chegou às finais do Nacional de 61 e 63.

MARQUINHOS, 55 anos
Campeão brasileiro em 1988 pelo Bahia, o ex-atacante foi titular naquela conquista. Defendeu o Tricolor por quatro temporadas, quando se transferiu para o Cruzeiro, e também conquistou dois Estaduais no período.

OSMAR, 57 anos
Artilheiro do Campeonato Baiano de 88, participou da conquista da Segunda Estrela, tendo inclusive jogado a finalíssima no Beira-Rio. O ex-atacante somou duas passagens pelo clube, entre 83 e 85 e entre 87 e 92.

PAULO RODRIGUES, 58 anos
Campeão brasileiro em 1988 pelo Bahia, o ex-volante defendeu o clube por cinco temporadas. Cerebral e dono de uma classe invejável, também liderou o Esquadrão até a semifinal do Nacional de 1990.

RONALDO PASSOS, 58 anos
Goleiro titular do título brasileiro de 88, foi um dos jogadores que mais atuaram com a camisa tricolor. Cria da base, defendeu o Esquadrão de 1979 a 1990 e soma oito títulos estaduais pelo Bahia.

SAPATÃO, 71 anos
Presente em todos os sete títulos da conquista do hepta, de 1973 a 79, o ex-zagueiro defendeu o Esquadrão de Aço por 10 temporadas e era notabilizado pela grande qualidade técnica.

UÉSLEI, 46 anos
Quarto maior artilheiro da história do Bahia, com 140 gols, o ‘Pitbull’ surgiu na divisão de base tricolor e foi o atleta que mais balançou as redes em todo o Brasil em 1999. Colecionou cinco títulos estaduais pelo clube (91, 93, 94, 98 e 99) e agora vê o filho Uéslei Júnior atuar pelo sub-20 do Esquadrão.

WILLIAM ANDEM
Único africano da relação, o ex-goleiro camaronês defendeu as cores do Bahia por quase dois anos. Apesar do período curto, conseguiu se identificar com o Esquadrão e ficou marcado pelo emocionante choro em frente às câmeras ao final da partida que decretou o rebaixamento do clube à Série B, em 1997.

ZÉ AUGUSTO, 65 anos
Zagueiro multicampeão pelo Tricolor, defendeu o clube por 10 temporadas e só não esteve presente no primeiro título do hepta. Ganhou os Estaduais de 74 a 79, além de 81 a 83.

ZÉ CARLOS, 53 anos
Camisa 10 e artilheiro da campanha do bicampeonato brasileiro em 1988, o ex-meia foi revelado na divisão de base tricolor. Também ganhou o tri-estadual de 86 a 88.