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Há 36 anos

Sensacional hepta faz mais um aniversário

28 set 2015 | 14H20

A maior conquista de um clube baiano em âmbito estadual completa 36 anos nesta segunda-feira (28). Foi no dia 28 de setembro de 1979 que o Esquadrão levantou o Campeonato Baiano pela 7ª vez consecutiva.

O famoso Hepta até hoje permanece inigualável.

O último dos sete títulos veio num lance fortuito. Aos 24 minutos do segundo tempo, o atacante Fito recebeu passe de Perez na intermediária e deu um chute despretensioso. A bola era perfeitamente defensável, mas o goleiro Gelson, do arquirrival, aceitou. Para delírio da multidão azul, vermelha e branca na Fonte, o gol decretou o triunfo no clássico decisivo, por 1 a 0, na Fonte Nova, e entrou para a história.

Mas a conquista do Hepta não aconteceu somente pelo fator sorte, porém, acima de tudo, pela competência e genialidade de jogadores excepcionais, sob o comando de grandes estrategistas.

Para o Tricolor, o Hepta teve uma importância fundamental. Além de consolidar o clube como a maior potência do futebol da Bahia, fez sua torcida crescer consideravelmente. A hegemonia de quase uma década influenciou a garotada da época e impulsionou o aumento significativo que faz da Nação Tricolor a maior do Estado e uma das maiores do país, com milhões de fãs espalhados pelo Brasil hoje.

OS CRAQUES, OS COMANDANTES E A MASSA

O Bahia contou com estrelas de primeira grandeza no período. O maior deles, talvez, o maestro Douglas, considerado por alguns o maior jogador da história do clube. Também teve papel crucial o volante Baiaco, marcador implacável e símbolo eterno de raça da camisa azul, vermelho e branca. Além dos dois ícones, o autor do gol do título, Fito, e o viril zagueiro Sapatão participaram dos sete campeonatos. Foram os únicos.

Mas não só eles brilharam. Impossível esquecer de Thyrso “Chiquitinha”, “Uri”-Jésum (o entortador de zagueiros), Jorge Campos, Piolho, Mikey, Roberto Rebouças, Ronaldo Passos, Gilson Gênio, Zé Augusto e tantos outros.

Do banco de reservas, as “feras” foram comandadas por cinco exímios estrategistas –Evaristo de Macedo (73), Paulo Amaral (74), Orlando Fantoni (76), Carlos Froyner (77) e Zezé Moreyra (75, 78 e 79).

A torcida tricolor também teve papel de destaque. Compareceu em massa, como sempre, e foi o combustível que impulsionou o Esquadrão a literalmente arrasar os adversários.

OS NÚMEROS

O resultado da união de grandes talentos, técnicos competentes e a mais fiel gama de torcedores foi simplesmente espetacular. De 73 a 79, o Bahia disputou 228 jogos pelo Estadual, venceu 142, empatou 75 e perdeu apenas 11. Foram 419 gols marcados e 102 sofridos.

O Bahia era praticamente imbatível. Das raríssimas derrotas, apenas três foram por dois gols de diferença. Nenhuma por mais. Em 1975, o time simplesmente não perdeu, foi tricampeão invicto. A maior invencibilidade foi de 50 jogos, entre 1974 e 1976.

Nem fazer gol no Esquadrão era moleza. Em 1977, o clube alcançou a extraordinária sequência de 12 partidas sem sofrer um único golzinho. Em 1978, o feito quase foi alcançado novamente: 11 jogos.

Mas a especialidade do time era mesmo balançar as redes –419 gols em sete campeonatos. Em 1976, a artilharia pesada do Tricolor foi quase centenária –96 gols em 36 jogos– e a maior goleada do hepta –9 a 0 sobre o Leônico.

O JOGO

BAHIA 1×0 VITÓRIA
28 de setembro de 1979
Local – Fonte Nova
Público – 42.533 pagantes
Arbitragem – Arnaldo Cézar Coelho
Auxiliares – Arivaldo Magalhães e Paulo Celso Bandeira
Gol – Fito Neves, aos 24 do segundo tempo.
BAHIA – Luis Antonio, Toninho, Zé Augusto, Sapatão e Romero (Edmilson); Baiaco, Perez e Douglas; Botelho, Gilson Gênio (Fito) e Caio. Técnico – Zezé Moreira
Vitória – Gelson, Valder, Xaxa, Zé Preto, Eraldo, Otávio Souto, Edson Silva, Sena, Dendê (Carlinhos), Jorge Campos (Zé Júlio) e Monteiro