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Glória a ti, neste dia de glória…

Tricolor reverencia o Senhor do Bomfim no dia de uma das festas mais tradicionais do sincretismo religioso baiano.

15 jan 2004 | 09H16

O povo baiano celebra nesta quinta-feira um dos mais tradicionais rituais de seu sincretismo religioso – a lavagem das escadarias da Igreja do Nosso Senhor do Bomfim, uma festa que acontece anualmente há mais de dois séculos e homenageia o padroeiro “emocional” da Bahia.

Hoje é dia dos devotos agradecerem às glórias obtidas por intermédio do santo, orarem e pedirem tempos melhores. Entre os milhares de devotos que participam da caminhada da Colina Sagrada à Igreja do Bomfim, há uma verdadeira legião de torcedores do Bahia. Aliás, a história do clube está intimamente ligada ao santo.

Como bom baiano, o Bahia sempre recorre ao Senhor do Bomfim nos momentos de dificuldades. É tradicional a romaria de jogadores e dirigentes que rumam à Igreja do Bomfim para pedirem dias melhores quando a situação está complicada.

Mas o Bahia não é um devoto ingrato. Glória obtida ou não, representantes e torcedores do clube não perdem a fé e continuam orando ao seu santo protetor. Não foram raras as vezes que tricolores subiram de joelhos as escadarias do templo parar agradecer.

O momento máximo dessa relação do Bahia com seu padroeiro é a conquista de um título. Bahia Campeão é sinônimo de caminhada da Fonte Nova à baixa do Bomfim, sem esquecer, é claro, de outra tradição baiana, ainda que profana, para deixar a celebração mais animada – o bom e velho trio elétrico.

É por devê-lo grande parte de suas conquistas e tê-lo sempre ao seu lado, como guia nesses 73 anos de vida, que o Esporte Clube Bahia, devoto do Senhor do Bomfim, como a maioria absoluta dos baianos, reverencia seu santo neste seu dia de glória!