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Fala, Roger

Técnico comenta derrota Tricolor no Paraná

12 maio 2019 | 22H13

Após a derrota por 1 a 0 para o Athlético-PR, na noite deste domingo, na Arena da Baixada, o técnico Roger Machado analisou o desempenho do Bahia em coletiva à imprensa. O treinador avaliou que o Tricolor não fez partida ruim e que poderia ter ao menos chegado ao empate.

“A gente sabe que o Athlético, principalmente nos dois inícios de tempo, costuma pressionar o adversário e ir fazendo seu estilo de jogo. Nessa pressão inicial, a gente foi penalizado com um gol. Mas depois voltamos para a partida e tivemos pelo menos uma ou duas oportunidades importantes, que a gente sabe que, fora de casa, dificilmente você vai criar muitas chances de gol. Chegamos com consciência, e no segundo tempo, com exceção dos primeiros minutos também, a gente voltou rapidamente para a partida. As mudanças elevaram o nível do time, e talvez pudéssemos ter saído com sorte melhor. É muito difícil jogar aqui, mas eu não posso, de forma alguma, dizer que foi um jogo ruim da nossa equipe. Tenho que valorizar o esforço, o empenho. Mas hoje foram três pontos que deixamos fora de casa, que poderia ter sido diferente”, disse Roger.

Sobre não pontuar nos dois jogos que fez fora de casa no Brasileirão, Roger falou que tem conversado sobre isso com os atletas. “Nos últimos anos, as equipes que ficaram entre o 10º e o 20º lugar não tiveram mais que três vitórias fora dos seus domínios. O Bahia, no ano passado, teve três. Para uma equipe que fez um Campeonato Brasileiro bom no ano passado, que almeja, neste ano, aumentar seu nível, nós temos que nos apoderar dessa possibilidade de vencer o nosso adversário fora de casa, saber que os jogos serão duros e que você não vai ter seis, sete oportunidades. Aí, nós temos que lidar com a eficiência. Saber sofrer o jogo, mas ser eficaz quando as oportunidades aparecerem”, comentou.

Por fim, perguntado sobre a mudança de rendimento dentro e fora de casa, o treinador disse que a questão é complexa. “Isso é caso de estudo de academia. Porque fora dos seus domínios, você tem uma imposição, mas o adversário, jogando dentro da sua casa, pressiona muito e acaba, muitas vezes, principalmente em começo de jogo e em segundo tempo, levando vantagem emocionalmente na partida. Como eu disse, isso não é um critério que abate apenas os times que jogam do 10º ao 20º lugar no campeonato. Para ter uma ideia, o time que disputa a vaga para a Libertadores consegue cinco vitórias fora de casa. Claro, conta mais com os empates. Mas isso é um fator local, assim como nós temos a nossa força jogando em casa, é importante que a gente tenha essa força jogando também fora de casa e consiga traduzir em bons jogos, que a gente tem feito nessas duas partidas, e transformar em resultados positivos”, finalizou.