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Fala, Roger

Técnico avalia empate do Bahia com São Paulo

10 out 2019 | 00H38

O técnico Roger Machado conversou com a imprensa após o duelo contra o São Paulo, na noite desta quarta-feira (9), na Fonte Nova, e avaliou a atuação do Bahia no empate em 0 a 0, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador lamentou perder a chance de subir na tabela contra um adversário direto por uma vaga no G-6, mas viu o jogo como “equilibrado” e “feio”.

“Foi um jogo truncado. Em quatro jogos contra o São Paulo, não tomamos gol. Hoje, não foi um jogo bonito, porque foi como conseguimos nos adaptar a um estilo de jogo que já conhecemos, de Diniz, de mobilidade, troca de posição com jogadores leves. Poucas oportunidades de gol. O que a gente sente, o que fica é a frustração de não ter vencido, pelo benefício que a vitória nos traria. Foi um jogo equilibrado. Estamos disputando com o São Paulo uma vaga no G-6 e entendo a frustração do torcedor, mas temos que valorizar. Não posso tirar a confiança e moral dos jogadores porque a bola não entrou”, disse o técnico.

Roger falou sobre os detalhes que separaram o Bahia de um triunfo. “São vários fatores. É a tomada de decisão no último passe, um pouco mais de capricho, mais calma para dominar a bola… Não vi um mau jogo. Foi desgastante. Élber e Artur com virose, Gilberto não se recuperou. Moisés sentiu… Outro dia estava falando que, a partir de agora, vou botar o grupo à prova. Vai aparecer oportunidade para todos, em função dos pequenos problemas, lesão, suspensão. O adversário sentiu, a gente terminou o jogo pressionando o adversário com Fernandão, aos 49, pressionando o goleiro dentro da área, o time todo no campo do São Paulo. Resultado não é o que queria, mas eu estou feliz, orgulhoso, o time se dedicou até o final”.

O técnico falou ainda sobre a luta pela Libertadores. “Nosso primeiro objetivo é chegar à pontuação que nos permita permanecia. Depois, podemos garantir rapidamente a possibilidade de Sul-Americana. Porém, Libertadores, a possibilidade dela vai se decidir nas últimas duas, três rodadas. Ninguém vai classificar agora nem ser campeão faltando 15 rodadas. Isso vai refletir e é preciso valorizar o que os atletas estão trabalhando. Libertadores vai estar nos últimos jogos.

Por fim, Roger comentou sobre a competitividade do Tricolor e a maratona de jogos que o time terá pela frente. “Nós sempre jogamos no limite. Vamos sempre jogar para conseguir competir com outras equipes de orçamento maior. É natural a gente oscilar, ainda mais com sequência de jogos e pequenos problemas, dentro ou fora de casa. Em termos de uma maneira de jogar, não tem tempo para mudança. Há variações, mas dentro do nosso sistema. Hoje desfiz tripé e abri 4-4-2 pelo fato de já ter jogado assim e ter mecanismos já mais interiorizados nos atletas. Demora para ter um jeito de jogar e não pode se perder pela instabilidade. Não dá para esperar muitas mudanças do que a gente vem fazendo, senão a gente mais atrapalha do que ajuda os atletas dentro de campo”.

Confira o áudio completo da entrevista do treinador: