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Fala, Roger

Treinador comenta empate com o Cruzeiro

20 jul 2019 | 19H55

O técnico Roger Machado conversou com a imprensa após o empate em 0 a 0 com o Cruzeiro, na noite deste sábado (20), na Fonte Nova. O treinador falou analisou o desempenho do Bahia na partida, elogiando a postura da equipe, sobretudo no segundo tempo, quando atuou com um jogador a menos em campo.

“Não vi um primeiro tempo fraco. Vi um primeiro tempo trancado, porque o Cruzeiro fechava muito bem os espaços, e a gente não circulava a bola com velocidade nem tampouco conseguia chegar com lucidez perto do gol. A partir da expulsão, num lance que falei com Arthur Caíke de um misto de imprudência, com rigor excessivo da arbitragem, o Cruzeiro talvez tenha imaginado que teria um pouco mais de espaço, e a gente conseguiu se superar. As jogadas começaram a aparecer porque o Cruzeiro abriu mais seu campo e nos permitiu espaço. O que tinha todos os elementos para se transformar numa tragédia, acabou saindo com saldo positivo. Esse jogo era bastante especial porque todos gostariam de ver como reagiríamos após a perda da classificação na Copa do Brasil. Mesmo não vencendo, a gente conseguiu resgatar a confiança no jogo. Isso foi muito importante. Foi um segundo tempo gigante, mesmo com um jogador a menos”, comentou.

Em seguida, Roger falou sobre o desempenho individual de alguns jogadores. “A gente está sempre preocupado com os insucessos. Sempre há oportunidade para evoluir em algum aspecto e a luz está sempre acesa. Com o empate, conseguimos ganhar uma posição. Preciso deixar registro para meu torcedor, que é nosso combustível. A partir do momento que a gente entregou dentro de campo o que ele queria, ele veio conosco. Hoje, alguns jogadores que estrearam foram muito bem, principalmente o Lucca, com uma mobilidade muito grande, característica que a gente não tinha dentro do grupo. Ronaldo foi bem. Flávio, como companheiro do Gregore, e depois como lateral. Zagueiros jogaram muito bem. Juninho fez o jogo do Lucas crescer. Claro que a gente não fica satisfeito, mas pelo contexto do jogo, importante que frise, o saldo acabou sendo positivo”.

Por fim, o técnico do Bahia avaliou o resultado e a sequência no campeonato. “Não considero normal a gente empatar em casa. No futebol, sempre o copo está meio cheio. Até anteontem, a gente estava próximo de fazer história. O Brasileiro, embora importante, todos entendiam que na 11ª colocação estávamos fazendo uma boa campanha. A partir da eliminação, o copo virou meio vazio. Mas isso faz parte de nossa rotina. Não costumo me apegar muito a uma escalação fixa, mas é o rendimento que vai dizer. O campo dá o tom. Perdi o Douglas, ganhei o Ronaldo, tive o Lucca entrando muito bem. Não tive o Elton nem o Élber. Não tive o Nino, mas tive o Ezequiel. Queria que meus jogadores dessem uma resposta parecida com esta. Todo mundo cansado no vestiário, mas com a confiança retomada”, finalizou.