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ESTADUAL DE JUNIORES É DO BAHIA

Na base da raça, Tricolor arranca empate com o rival, confirma favoritismo e faz torcida soltar o grito – “É CAMPEÃO!”

23 mar 2003 | 17H46

O Bahia é o Campeão Baiano de Juniores de 2003. O título foi obtido num empate suado na tarde deste domingo, na Fonte Nova, por 3 a 3, contra o arqui-rival Vitória, o que deu um sabor especial à conquista.

O Tricolor poderia até perder por dois gols de diferença para ser Campeão, pois tinha vencido a partida de ida, no Barradão, por 2 a 0. O rubro-negro chegou a estar vencendo a partida deste domingo por 2 a 0, tendo um jogador a mais.

Na base da raça, o Bahia conseguiu virar e cedeu o empate no finalzinho – mas nada que atrapalhasse a festa da Nação Tricolor na Fonte! O título foi o primeiro do técnico Carlos Amadeu no cargo.

O jogo

Relaxado em demasia em virtude da boa vantagem que detinha para ser Campeão, o Bahia entrou disperso em campo, errando muitos passes e cometendo falhas bobas em termos de posicionamento defensivo.

Ainda assim, a qualidade individual fez o Tricolor superar a desorganização e o desleixo e criar a primeira grande chance da partida. Aos 24 minutos, William recebeu lançamento de Weberson, invadiu a área pela esquerda e chutou cruzado. Felipe fez uma defesa monumental e evitou a abertura do placar.

O Vitória respondeu à altura. Precisando vencer por dois gols para ficar com o título, o rubro-negro se aproveitou do mal posicionamento da zaga tricolor e, aos 25 minutos, marcou. Arivélton cruzou bola para a área, Santana tentou cortar e acabou mandando contra as próprias redes.

Embalado pelo gol, o rubro-negro cresceu e ampliou, cinco minutos depois. Leandro cruzou da direita, a zaga falhou e Tiago Dias, de cabeça, fez 2 a 0.

A situação para o Tricolor ficou ainda mais complicada aos 32 minutos, quando José Magno recebeu o segundo amarelo e foi expulso.

O Bahia sentiu a falta do volante, mas agüentou a pressão. A garra do time foi compensada aos 44 minutos. Marquinhos sofreu pênalti e Luís Alberto converteu.

O gol motivou a equipe. Na segunda etapa, o Tricolor voltou com outro espírito. Mesmo com um jogador a menos, o time foi melhor.

Porém, antes de dominar a partida, o Bahia tomou um susto, no primeiro minuto, mas Magno fez grande defesa e salvou a pátria.

A superioridade do Esquadrão virou gol, aliás, golaço, aos 14 minutos. Marquinhos recebeu na área, driblou o goleiro e deixou tudo igual, incendiando a galera.

Mesmo com o título praticamente garantido, o Bahia não se retraiu, continuou em cima e virou o jogo. Aos 32 minutos, Marcelo Nicácio cobrou falta da entrada da área e colocou no ângulo.

Após passar a frente, o Tricolor passou a administrar o resultado, tocando a bola. A torcida começou a gritar “olé”, os jogadores do Vitória se irritaram, Dudu Paraíba perdeu a cabeça, fez falta violenta e foi expulso, aos 42 minutos.

Um minuto depois, o Vitória empatou, com Gilmar. O gol não mudou o ânimo dos tricolores. Porém, aos 49 minutos, quando o Bahia já se preparava para comemorar, os atletas se desentenderam e começaram uma briga generalizada. O tumulto foi contido, Eder e Marcus Vinícius foram expulsos.

Segundos depois, o árbitro Fernando Andrade ergueu os braços, encerrou a partida e decretou o início da festa do Esquadrão de Aço.