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Governo ouve Bahia e dá aval a projeto que pode resgatar o futebol brasileiro

26 jul 2014 | 01H49

O Esquadrão de Aço possui hoje dívidas na ordem de R$ 100 milhões e não pode receber patrocínios de estatais como a Caixa Econômica Federal.

Mas esse panorama, herdado das gestões anteriores do clube, caminha para ser modificado depois do encontro de duas horas ocorrido nesta sexta-feira, em Brasília,  entre o presidente Fernando Schmidt e a presidente da República, Dilma Rousseff.

O objetivo era discutir a crise no futebol nacional, simbolizada pela goleada de 7 a 1 sofrida pela seleção brasileira na Copa do Mundo, “mas que já vinha de décadas de desorganização e desrespeito aos princípios da democracia, da transparência e do profissionalismo,” conforme assinala Schmidt.

O Tricolor foi um dos 12 times do país convidados pelo Palácio do Planalto –e o único do Estado.

“Foi excelente. Senti que o governo está efetivamente empenhado em aprovar o Proforte, projeto que defendo e que se não vai resolver todos os problemas do futebol brasileiro, será um passo muito grande para que isso venha a acontecer”, diz.

O Proforte é também conhecido como a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte e tem como principal medida refinanciar as dívidas dos clubes em condições para que possam, de fato, ser cumpridas.

Além disso, equipes como o Bahia passariam a poder contar com a CND (Certidão Negativa de Débito) e assinar contrato –por exemplo– com a Caixa.

“É importante sempre ressaltar que não se trata de perdão nem de anistia fiscal. Os clubes precisarão assumir uma série de contrapartidas como manter os salários em dia, não estourar seus orçamentos e acabar com os dirigentes eternos, sob pena de fortes punições”, lembra Schmidt. Haveria risco até de perda de pontos e de rebaixamento nos torneios.

A presidente Dilma ordenou a criação de uma comissão com membros do Ministério do Esporte, do Ministério da Fazenda e dos clubes para acelerar a aprovação do projeto, possivelmente já em setembro.

A recente venda do meia Anderson Talisca para o Benfica chegou a ser discutida na audiência após o mandatário do Esquadrão lamentar a necessidade de efetuar o negócio, devido às dificuldades financeiras do Bahia, e contar como encontrou a divisão dos direitos econômicos da jovem revelação.

“A presidente ficou abismada quando falei a quantidade de empresários envolvidos e que, somando as fatias de cada um, dava 140%… Ou seja, na verdade não sobrava nada para o clube. Somente depois conseguimos reverter”, diz.

Um novo calendários de jogos para o Brasil e a massificação de centros de formação de novos talentos também foram debatidos.

O presidente tricolor presenteou Dilma com uma medalha de ouro no formato do escudo da equipe, cópia dos novos estatutos e um material detalhado do processo que revolucionou o Bahia em 2013.

Clique aqui para conferir a íntegra do discurso do presidente Fernando Schmidt no encontro.

 

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