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Empate em 45 minutos

Gols no primeiro tempo determinam igualdade no placar de Bahia x Atlético de Alagoinhas.

21 jan 2004 | 23H04

Num jogo de um tempo só, Bahia e Atlético/BA ficaram no empate em 2 a 2, nesta quarta-feira, no estádio Jóia da Princesa, em Feira de Santana. Todos os gols foram marcados na primeira etapa. A partida foi válida pela segundada rodada do Campeonato Baiano 2004.

O mando de campo foi do Bahia, que jogou fora da Fonte Nova porque o gramado do estádio passa por reformas. A partida desta quarta começou com mais de meia hora de atraso por queda de energia no Jóia.

O Bahia não apresentou um bom futebol. O time foi mal no primeiro tempo, melhorou um pouco no segundo, teve até chances para vencer, mas não conseguiu convertê-las em gol. O desempenho da equipe foi criticado pelo técnico Vadão.

Com o resultado, o Tricolor chegou a quatro pontos e permanece na liderança do Grupo 1 do Estadual.

O jogo

A partida começou com mais de meia hora de atraso. O motivo foi a queda de energia provocada pelo rompimento de um cabo de alta tensão nas proximidades do estádio. Mas, para a torcida, principalmente a do Bahia, valeu a pena aguardar.

A espera para ver a bola rolar foi compensada por uma bela jogada do Tricolor, que culminou no primeiro gol da partida. Elias recebeu de Bruno, pela esquerda, e avançou. O meia cruzou na medida para Marcelo Nicácio, que ajeitou para Danilo. Ele pegou de primeira na bola, com força – inapelável para o goleiro Aloísio. Um golaço!

O gol desnorteou a equipe de Alagoinhas. Nervoso, o time passou a errar em demasia. Pouco depois do gol do Bahia, o Atlético saiu jogando errado duas vezes de sua defesa, o que quase ocasionou a ampliação da vantagem do Tricolor.

Depois do “branco” inicial, o “carcará”, como o Atlético é chamado, mais calmo, começou a jogar, e bem. A equipe ajustou seu posicionamento defensivo, neutralizou as investidas do Bahia e passou a pressionar, explorando os espaços na marcação do Tricolor.

O primeiro chute aconteceu aos 13 – a bola de Naldinho raspou a trave, mas foi para fora. Melhor em campo, mais ajustado, o Atlético chegou ao empate, justo, aos 26 minutos. Após lançamento longo para a área, a zaga parou para pedir impedimento e Edvan entrou livre para deixar tudo igual.

O Bahia só conseguiu chegar a seu segundo gol graças a um lance fortuito, aos 40 minutos – Edvan meteu a mão na bola após cobrança de escanteio por Danilo e o árbitro marcou pênalti. Nicácio converteu a cobrança e fez 2 a 1. Foi o primeiro gol dele em partidas oficiais como profissional do clube.

A alegria do Esquadrão, contudo, durou pouco. Aos 46, após rebote da defesa, Jamaica pegou a sobra e deixou tudo igual novamente.

A correria e disputa do primeiro tempo deram lugar a uma, digamos, sonolência na segunda etapa. O período final foi marcado pela falta de emoção – as equipes pareciam ter esquecido a vontade de jogar no vestiário.

O Bahia apresentou problemas de criação no meio-de-campo. Para tentar resolver a carência ofensiva do Tricolor, o técnico Vadão colocou o meia Ari e os atacantes Ney Mineiro e Robson no jogo. Mas as alterações não resolveram os problemas.

Ainda assim, o Tricolor teve chances preciosas no finalzinho da partida, desperdiçadas por seus homens de frente, por excesso de preciosismo.