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EMERSON FICA

Um dos maiores ídolos da história do clube, goleiro renova contrato por mais um ano – “volta à elite já virou obsessão”.

16 jan 2004 | 14H10

Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação Tricolor, o goleirão Emerson mandou dizer ao povo que torce pelo Bahia que ele fica no clube por mais uma temporada. O acerto foi feito nesta sexta-feira, num almoço entre o arqueiro, seus representantes, o superintendente Miguel Kertzman e o diretor de futebol Walter Telles. A negociação teve o aval do presidente Marcelo Guimarães.

“Estou muito feliz. Nunca escondi de ninguém que minha vontade era permanecer. Eu amo o Bahia, adoro Salvador. Sinto-me plenamente satisfeito exercitando minha profissão num clube pelo qual tenho um vínculo afetivo imenso e num lugar maravilhoso. Tenho uma empatia muito grande pela torcida, sei que ela gosta de mim. Enfim, não poderia acontecer algo melhor para a minha carreira neste momento”, declarou o goleiro.

Emerson se apresenta ao Tricolor nesta sexta-feira, às 16h, e já começa a treinar para recuperar o tempo perdido. O goleiro está parado desde o dia 14 de dezembro, quando disputou sua última partida oficial. “Ainda não sei quando vou estar apto a jogar. Isso vai depender de uma avaliação do preparador de goleiros do Bahia, Ricardo Palmeira, e do departamento físico do clube”.

Por sua competência técnica, liderança e status de ídolo perante a torcida, a renovação do contrato de Emerson era tida pela diretoria do clube como fundamental no planejamento para a volta do Bahia à Primeira Divisão. “Esse é o meu grande objetivo, virou praticamente obsessão. Quero ficar marcado na história do Bahia pelas coisas boas que fiz e é por isso que vou fazer de tudo para que 2004 seja um ano de redenção do clube”.

O gaúcho Emerson de Souza Ferretti , tem 32 anos e vai para a sua quinta temporada no Bahia. Chegou ao clube em 2000, vindo do Juventude, tendo que superar a “má vontade” da torcida – que o odiava pelo fato de, no ano anterior, ter evitado a classificação tricolor para as semifinais da Copa do Brasil.

Com defesas espetaculares, atuações impecáveis, carisma inconfundível, muito profissionalismo, dedicação, raça e, principalmente, devoção à camisa tricolor, Emerson transformou ódio em amor. Em pouco tempo, conquistou o coração da exigente Nação Tricolor.

Em 2001, teve seu passe adquirido pelo clube. No mesmo ano, mostrou em campo que os dirigentes tinham feito um ótimo negócio – foi eleito pela revista Placar o melhor jogador do País em sua posição.

Com quatro anos de casa, o guarda-metas virou referência do Bahia no Brasil. Hoje seu nome não consegue mais se dissociar do Esquadrão de Aço. Líder nato, chegou ao posto de capitão do time nas duas últimas temporadas. Tem três títulos pelo Bahia – Bicampeão do Nordeste (2001 e 2002) e Campeão Baiano (2001).