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Elivélton: “Bahia é grande em qualquer lugar”

Jogador ignora o fato do Tricolor estar fora da elite e diz que ganhar a Série B é desafio.

26 jan 2004 | 17H58

Foto: Fernando da Matta/ A Tarde

Apresentado oficialmente como jogador do Bahia na tarde desta segunda-feira, o meia Elivélton está ansioso para atuar num clube que tem uma torcida que, segundo ele, só se compara à do Corinthians dentre as equipes em que atuou. O jogador se apresentou ao lado de Reginaldo, outro reforço do Esquadrão para a temporada.

“Acho que a fidelidade, paixão e vibração da torcida tricolor só têm comparação mesmo com a do Corinthians. São as nações mais apaixonadas do Brasil”, declarou o jogador que sabe, porém, que excesso de amor também significa extrema cobrança.

“Sei que a cobrança por resultados e por um bom desempenho individual vai ser gigantesca, mas vivo um bom momento físico e técnico e sei que tenho condições de corresponder a expectativa à altura”, disse Elivélton, que enumerou os fatores que o influenciaram a vir para o Bahia.

“Primeiro, como já falei, o fato do Tricolor ser um clube de massa. Gosto de jogar para multidões, de ser prestigiado. Segundo, pelo ótimo relacionamento com o Vadão, que me deu ótimas referências da estrutura e da organização do Bahia”. Elivélton fez questão de frisar que, em nenhum momento, pensou em recusar a proposta do Tricolor pelo fato do clube disputar a Série B em 2004.

“O Bahia é grande em qualquer lugar, foi um status conquistado ao longo dos anos e que não vai perder nunca. Ser Bicampeão Brasileiro e ter 43 taças estaduais não é para qualquer um. A segundona, que vou disputar pela primeira vez na minha carreira, é, para mim, um grande desafio. Disputá-la e brigar para vencê-la me motivam e muito”.

Sobre a posição em que vai atuar, Elivélton deixou a decisão a cargo do técnico Oswaldo Alvarez. “Na Ponte, com o Vadão, eu era ala-esquerda. Mas durante a maior parte da minha carreira atuei no meio. Não importa onde jogue, eu quero é somar e contribuir com o Bahia”.

Elivélton fez sua última partida oficial há exatos três meses, contra o São Paulo, quando defendia o São Caetano, pelo Brasileirão 2003. O jogador garante ter se cuidado durante as férias e não ter cometido excessos. Por isso, acredita que esteja em condições físicas de entrar em campo com a camisa do Bahia em, no máximo, duas semanas.