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Eliminação precoce

Maior Campeão Baiano da história, Tricolor empata em casa e acaba eliminado do Estadual 2003.

26 fev 2003 | 22H55

O Bahia está fora do Campeonato Baiano de 2003. Um empate em 2 a 2 com o Camaçari, nesta quarta-feira, na Fonte Nova, eliminou o dono da maior coleção de títulos do estado (43) da disputa deste ano.

Mesmo jogando a maior parte da segunda etapa com dois jogadores a mais, o Bahia não conseguiu apresentar um bom futebol e esbarrou na eficiente marcação do Camaçari, que acabou a fase como o primeiro colocado do Grupo 1.

O Tricolor só volta a campo no próximo mês, quando enfrenta o Atlético/PB na Fonte Nova, no jogo de volta da primeira fase da Copa do Brasil. O jogo de ida terminou empatado em 1 a 1.

O jogo

A emoção marcou o início da partida, que registrou três gols, dois pênaltis e uma virada em apenas 10 minutos.

Coube ao Tricolor abrir o placar, aos quatro minutos, após Nonato ter sido derrubado na área por Delmir, depois de ter driblado o goleiro. O pênalti claro foi convertido por Preto.

Mesmo jogando fora de casa, o Camaçari não se intimidou e partiu em busca do empate. O time do pólo chegou lá rapidamente, aos 8 minutos. Carlinhos cometeu pênalti em Marcelinho e Márcio Carioca converteu.

Aos 11 minutos, o Camaça foi mais longe. Dadico cruzou da direita, Nei Mineiro se antecipou a zaga e empurrou de cabeça para o fundo das redes.

Para reverter a vantagem, o Tricolor tomou uma postura mais ofensiva e passou a pressionar, criando boas chances. O Bahia esbarrava na boa marcação do Camaçari.

Aos 29 minutos, um lance acabou sendo decisivo para as pretensões tricolores. Márcio Carioca dividiu com Valdomiro na área, caiu, pediu pênalti, mas o árbitro Saul Brito não deu. O auxiliar Luís Carlos Teixeira chegou a marcar a penalidade, mas Saul ignorou. O fato provocou a ira do técnico Aroldo Moreira, que invadiu o campo para protestar e acabou expulso.

Desestabilizado emocionalmente com a confusão, o adversário acabou cedendo o empate, aos 32 minutos. Danilo armou contra-ataque e colocou bola na medida para Nonato. Ele avançou, esperou a saída do goleiro e rolou para Cláudio, livre, deixar tudo igual.

Aos 40 minutos, o goleiro Delmir acabou tocando a bola com a mão fora da área, recebeu o segundo cartão amarelo e conseqüentemente foi expulso. Com a expulsão, o arqueiro Fernando teve que entrar no lugar do meia Glauciano.

No segundo tempo, aos 10 minutos, o Camaçari teve o segundo jogador expulso – Dadico simulou pênalti, reclamou acintosamente da arbitragem e levou vermelho.

Para aproveitar melhor os espaços abertos com a inferioridade numérica do adversário, o técnico Gil colocou o atacante Dudu e o volante Ramos nos lugares dos meias Danilo e Jair. Mas o esperado crescimento do Bahia na partida acabou não acontecendo.

O time não conseguiu articular-se bem ofensivamente e deu espaços para o Camaçari contra-atacar.

Mesmo jogando mal, o Tricolor teve uma grande chance de fazer o terceiro. Aos 27 minutos, Cláudio deixou Dudu livre na área. Ele dominou, chutou colocado, mas errou o alvo.

O Camaçari respondeu aos 28. Nei Mineiro passou por dois, invadiu a área e tocou na saída de Éderson. O goleiro salvou. Minutos depois, o Camaça esteve mais perto de marcar o terceiro, quando colocou uma bola na trave.

Aos 30 minutos, após cobrança de escanteio, Valdomiro subiu mais que a zaga e cabeceou no canto. A bola raspou a trave, mas saiu.

Aos 31 minutos, o técnico Gil Sergipano tentou a cartada final, colocando Marcelo Nicácio. O Tricolor ficou com quatro atacantes em campo.

Marcelo mexeu com o time e deu novo ânimo ao Tricolor, melhorando a movimentação ofensiva. Aos 42, Cláudio chutou cruzado e Fernando espalmou. Aos 43, Marcelo fintou na área e cruzou, mas ninguém conseguiu fazer o desvio para o fundo do gol.

A última oportunidade do Bahia aconteceu aos 49 minutos, quando Preto cobrou falta no travessão.