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Desistir jamais

Tricolor não abaixa a cabeça após derrota injusta para o Caxias. Erro da arbitragem definiu o jogo. Grupo ainda acredita na classificação.

16 jul 2005 | 09H01

De Caxias do Sul/RS,
Darino Sena

O Bahia perdeu novamente no Brasileirão 2005. Foi nesta sexta, contra o Caxias, na casa do adversário – 2 a 1. O resultado jogou o time para a zona de rebaixamento da competição, a oito rodadas do fim da fase classificatória.

A situação é complicada, mas ninguém no clube vai jogar a toalha. O Bahia ainda acredita na classificação para as finais. São necessárias seis vitórias em oito jogos, missão difícil, não impossível.

Contra o Caxias, apesar do resultado adverso, não faltou luta, garra e determinação aos jogadores, que brigaram para reverter o panorama até o apito final do árbitro Francisco Carlos Vieira, do Paraná.

E por falara nele, o homem de preto foi decisivo na partida. Francisco deixou de marcar um impedimento, já nos acréscimos, do lateral Luís Paulo. No lance, o jogador acabou invadindo a área e dividindo bola com Guaru. Francisco Vieira viu pênalti, que acabou sendo convertido e decretou a derrota do Bahia.

No final, os jogadores tricolores reclamaram e muito da atuação do árbitro.

O Tricolor entra em campo para se reabilitar nesta terça pela noite, na Fonte Nova, quando enfrenta o Avaí. Os desfalques são Dill, suspenso pelo terceiro amarelo, e Luciano Amaral, expulso no finalzinho do jogo desta sexta. Reginado, com dores na coxa, também deve ficar fora.

O jogo

O primeiro tempo teve emoções fortes. O Caxias teve mais posse de bola e volume de jogo. Por isso, pressionou mais, porém, não abriu o marcador graças a intervenções sensacionais de Emerson.

A arma do Bahia era o contra-ataque. Assim, o tricolor criou as melhores chances. Dill chegou a ficar cara-a-cara com o goleiro Edervan, que saiu bem do gol e fez boa defesa. Uéslei acertou a trave e, em outro lance, tirou tinta do poste, num chute colocado.

No segundo tempo, o panorama continuou parecido. Em cima, o Caxias continuava a perder chances, como no lance em que Dauri, livre na área, cabeceou para fora. Emerson segurou a onda do Bahia até os 10 minutos, quando Cris completou cruzamento de Luís Paulo para o fundo das redes.

O gol fez o Bahia partir para cima. O time melhorou com a entrada do meia Jobson, que entrou no lugar do volante Jair. A substituição do técnico Carlos Amadeu surtiu efeito aos 41 minutos, quando Jobson, de cabeça, deixou tudo igual.

Logo depois, Viola teve a chance da virada, quando recebeu passe de Luciano Amaral e ficou livre na área. O atacante chutou de primeira, mas Edervan pegou.

Aos 47, Luciano foi expulso após dividida com Luís Paulo. Dois minutos depois, Francisco Viera ignorou impedimento do próprio Luís Paulo, que, na seqüência do lance, entrou na área, se chocou com Guaru e caiu. O árbitro marcou pênalti e Roni converteu.