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De quatro Sem dó…

Tricolor despacha o Vasco, chega à terceira vitória seguida em casa e se afasta da zona se rebaixamento.

23 out 2002 | 22H47

Num jogo em que o apoio de seus 28 mil torcedores presentes ao estádio foi fundamental, o Bahia não teve dó, nem piedade do Vasco e atropelou o clube da cruz de malta, aplicando uma goleada por 4 a 2, nesta quarta-feira, na Fonte Nova. Foi a terceira vitória consecutiva do time em casa.

Os responsáveis pelo grande triunfo, o maior do Bahia no Brasileirão, foram os artilheiros Robgol e Nonato, o meia Jair e o lateral Calisto, autor do gol mais bonito. Com o triunfo, o Tricolor deixa novamente a faixa do rebaixamento e fica a quatro pontos da zona de classificação do Nacional.

O Esquadrão de Aço volta a campo na próxima quarta-feira, contra o Santos, na Fonte Nova, às 20h30min.

O jogo

Antes mesmo do início da partida, a torcida do Bahia já dava mostras de sua força e do inferno em que transformaria a partida para o Vasco. Os torcedores cantavam, vibravam, enfim, passavam vibrações positivas aos jogadores. O momento mais emocionante do pré-jogo foi a já tradicional corrente dos atletas tricolores no gramado – a galera foi ao delírio.

Com a bola rolando, a vibração não parou. Empurrado pela força das arquibancadas, o Tricolor foi pra cima do Vasco. Aos 3 minutos, Ramalho se empolgou, pegou a bola do campo defensivo, avançou, passou por três e foi derrubado na entrada da área. Robgol cobrou a infração de forma magistral, colocou a bola no ângulo, mas ela explodiu no travessão.

Só que o Bahia estava animado demais. O entusiasmo e a vontade de marcar eram tamanhos que o time vacilava no aspecto defensivo, principalmente pelo lado direito, onde Ramalho não fazia a cobertura de Daniel.

Foi por ali que o Vasco assustou pela primeira vez. Valdir roubou de Marcelo Souza, avançou e cruzou na cabeça de Ramon, que colocou no canto. Emerson foi lá e pegou.
O Bahia assimilou o susto, consertou a falha e anulou a única jogada ofensiva perigosa do Vasco. Com uma acertada marcação no meio, o Tricolor passou a e a pressionar o adversário.

Depois de perder boas chances com Jair, Bebeto, Calisto e Nonato, a insistência do Esquadrão deu resultado aos 29 minutos.

Bebeto roubou bola na direita e fez um cruzamento preciso para Nonato, que ganhou do marcador, deu um toque sutil e incendiou as arquibancadas da Fonte, com seu sétimo gol no Nacional.

O Tricolor não deu nem tempo pra galera respirar. Um minuto depois, Robgol recebeu na entra da área e chutou rente a trave. Mas a segunda retribuição pelo apoio da torcida não demorou, veio dois minutos depois. Daniel cobrou falta da esquerda, Jair subiu bonito e, de cabeça, ampliou a vantagem.

Aos 38 minutos, o Bahia poderia ter feito o terceiro, não fosse o erro do árbitro Bozzano, ignorando a marcação de seu auxiliar, que acusou um pênalti claro sobre Nonato.

O mesmo Nonato ainda teve outra chance antes do fim da primeira etapa, mas ele furou após ótimo cruzamento de Calisto, em grande jogada individual.

O segundo tempo começou num ritmo frenético. Aos 5 minutos, Bebeto recebeu de Nonato, entrou na área e bateu cruzado. Fábio espalmou.

Três minutos depois, Ely Tadeu, que havia entrado no intervalo, no lugar de Russo, foi expulso por falta violenta em Calisto.

A expulsão foi decisiva para o Bahia deslanchar. Aos 11 minutos, Bebeto rolou para Calisto, que encheu o pé, de fora da área, aplicou um efeito espetacular na bola e fez um golaço – primeiro dele com a camisa do clube.

Dois minutos depois, o Tricolor bobeou, deixou Valdir receber livre na área e ajeitar para Ramon diminuir.

O Esquadrão corrigiu a falha aos 18 minutos. Daniel cruzou da direita e Robgol voou bonito e, de cabeça, fez o quarto.

Aos 21, o Bahia quase fez o quinto, quando Bebeto completou cruzamento de Geraldo na área, mas Fábio fez uma intervenção fantástica.

Aos 25 minutos, a defesa do Tricolor voltou a bobear. Pet chutou. Emerson defendeu à queima-roupa. A bola sobrou na direita, ninguém cortou, Léo Lima cruzou e Ramon fez o segundo do Vasco.

A reação carioca parou por aí. O Esquadrão passou a administrar o resultado e conseguiu presentear sua torcida com a maior goleada na competição.

A reação carioca parou por aí. O Esquadrão passou a administrar o resultado e pode presentear sua torcida com a sua maior goleada na competição.