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De olho em Atenas

Jogadores do Bahia aproveitam tempo na concentração para torcer pelo Brasil.

20 ago 2004 | 19H10

Darino Sena

Vôlei, tênis, basquete, judô, natação e ginástica são esportes que nada tem a ver com o cotidiano de atletas de futebol, certo? Nada disso. Pelo menos quando os atletas em questão são os jogadores do Bahia em pleno andamento das Olimpíadas de Atenas.

O pessoal aproveita o tempo na concentração para torcer pelo Brasil. “Já virou rotina. Depois do almoço, todo mundo se reúne na sala de vídeo e vira torcedor”, atestou o atacante Bebeto.

Especialista

Um dos mais entusiasmados com os jogos olímpicos é o goleiro Emerson. A modalidade predileta é o vôlei. E não é para menos. Emerson praticou o esporte na adolescência e quase seguiu carreira.

“Gosto muito do vôlei, que tem muitas semelhanças com a minha função no futebol”, comentou. Emerson acredita que o Brasil vai trazer quatro medalhas olímpicas na modalidade.

“Acho que vamos ser outro na quadra, tanto no masculino quanto no feminino. Também vamos trazer medalha no vôlei de praia nas duplas, em ambos os sexos”, profetizou o goleiro.

Frustração e esperança

Apesar de frustrado com o desempenho do Brasil até agora, o zagueiro Allysson confia numa melhora dos esportistas do país. “Esperava mais que os dois bronzes no judô. Também achei que a natação não ia voltar de mãos vazias. Mas acho que a gente tem dois ouros garantidos, com o Robert Scheidt, na vela, e a Daiane, na ginástica”.

O futebol em Atenas

Como não podia deixar de ser, o esporte que mais envolve a galera do Bahia é o futebol. Como os homens não conseguiram vaga nas Olimpíadas, o jeito é vibrar com a mulherada.

Nesta sexta, os atletas do Tricolor foram ao delírio com a grande exibição da Seleção Brasileira Feminina, que goleou o México por 5 a 0 e garantiu presença nas semifinais.

O zegueiro Reginaldo, que vem acompanhando a performance da Seleção, elogia o grupo, diz que tem condições de brigar pelo ouro e aponta um destaque.

“O time é bom, disciplinado tecnicamente e parece estar unido. Vai ser difícil ganhar delas. A melhor jogadora é a atacante Cristiane. Ela é muito boa, tem presença de área e finaliza bem. Eu ia ter um trabalho danado para anular as investidas dela”, brincou o xerife.

Ah, o torneio masculino de futebol em Atenas? Sem o Brasil, a competição seria totalmente ignorada no Fazendão não fosse a presença de certos “hermanos”. O goleiro Márcio, “mui amigo”, explica melhor – “a gente não tá vendo os jogos. Mas a corrente negativa é forte. Todos queremos que a Argentina não leve o ouro. E vamos continuar secando até o fim”.