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De Norte a Sul

Histórias de sócios tricolores espalhados pelo país

16 nov 2018 | 18H08

Recentemente, o Esquadrão chegou à marca de 23 mil associados. Com sócios nas 27 unidades federativas do Brasil, o Tricolor de Aço está presente nos mais diferentes rincões do país.

Praticamente do Oiapoque ao Chuí existem sócios-torcedores, cada um com suas particularidades. O Bahia foi atrás de algumas destas histórias e conta pra você a seguir.

Acima do Equador

Calçoene, no Amapá, é uma das cidades mais ao norte do Brasil, a apenas três horas de carro da fronteira com a Guiana Francesa. No município reside há 13 anos o tricolor Gerson Mario de Almeida Tosta.

De acordo com ele, que se associou por conta do desejo de “ver o Bahia voltar a conquistar grandes títulos”, é dever do sócio “apoiar, contribuir e cobrar”.

Gerson, que está longe dos estádios há mais de 10 anos, diz que seu amor pelo Bahia é inexplicável: “Essa paixão não tem jeito. Quando a gente tem carinho, quer ver o Bahia grande, quer ver o Bahia crescer”.

A maior dificuldade, segundo lamenta, é não conseguir acompanhar todos os jogos do clube. “Tenho TV fechada, mas mesmo assim alguns jogos não possuem transmissão”, relata.

Um rio na minha vida

O servidor da justiça do Amapá, Anderson Lins Nunes, vive atravessando o Rio Jari, fronteira entre os Estados do Pará e do Amapá. Desde 2012, ele mora em Monte Dourado, distrito de Almeirim (PA), e trabalha na vizinha Laranjal do Jari (AP).

“A cidade fica próxima à floresta amazônica. O Bahia tem torcida até na selva!”, brinca.

Anderson declara que se associou “para ajudar o clube de alguma forma, mesmo longe” e que sua maior dificuldade é “não poder acompanhar o clube no estádio”.

Paixão no Cerrado

Residente em Campo Grande (MS) há cerca de 10 anos, o dentista José Angelo Piauhy de Araújo torce para o Esquadrão desde os sete de idade.

José Angelo conta que decidiu se associar depois da democratização do clube: “Tomei a decisão de me tornar sócio em 2013, para ajudar o clube”.

A última partida do Tricolor que o dentista acompanhou no estádio foi contra o Flamengo, em Pituaçu.

No extremo sul

Aleksei Pablo Sousa Rodrigues mora há cerca de 10 anos em Santa Vitória do Palmar (RS), município mais ao sul do país ao lado de Chuí (RS), famoso ponto geográfico nacional.

Apesar de residir no Rio Grande do Sul há uma década, ele se mantém perto do Esquadrão como pode. Tenta acompanhar o clube de todas as formas: “Acompanho o Bahia através de grupos no WhatsApp, falando com familiares que moram na Bahia, além de assistir às partidas na TV fechada”, relata.

Ciente da importância de contribuir com o clube, o sócio já tentou convencer um amigo que mora na mesma cidade a se associar ao Esquadrão. “Costumo assistir às partidas ao lado de um amigo também baiano e torcedor do Bahia. Inclusive, já tentei convencê-lo a virar socio”, revela.

A maior dificuldade para Aleksei é não conseguir acompanhar o time nos estádios, nem mesmo quando o clube joga no Rio Grande do Sul. “Já fui selecionado algumas vezes para ir aos jogos em Porto Alegre, quando o clube joga aqui, mas infelizmente não pude ir devido à distância da capital”, conta.