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Com Kena, juventude tricolor brilha de novo

Depois de Daniel e Chiquinho encantarem a torcida é a vez de Kena cair nas graças da nação tricolor.

15 nov 2001 | 21H20

Domingo passado foi o dia de Daniel e Chiquinho, oriundos das divisões de base do clube, encantarem a torcida do Bahia com belas apresentações, na vitória por 3×0 sobre o Paraná. Hoje, eles estiveram em campo novamente e não decepcionaram. Mas, no feriado desta quinta-feira, foi dia de outra promessa “criada” no tricolor brilhar – Kena, autor do gol do triunfo sobre o Gama, que recolocou o Bahia entre os oito primeiros do Brasileirão.

Kena entrou no jogo aos 25 minutos do segundo tempo, dois minutos após o Gama ter chegado ao gol de empate. Sua entrada mudou completamente o panorama da partida. Com muita rapidez e agilidade, o atacante empurrou o tricolor, que jogava mal, para cima dos brazilienses.

Aos 32 minutos, após cobrança de falta, Kena dominou na entrada da área, se livrou do zagueiro e, com a perna esquerda, bateu forte, colocado, no ângulo superior direito do experiente Ronaldo, que se esforçou mas não alcançou.

“Já dominei meio que batendo, de canhota, que é a boa. Tive a felicidade de me livrar do zagueiro e pegar bem na bola, “na veia”, como se diz, e consegui vencer o Ronaldo, que vinha numa tarde inspirada”. Assim, Kena descreveu o primeiro gol dele em sua quarta partida como profissional.

Marcos Paulo Silva, o “Kena”, 19 anos, ascendeu aos profissionais do Bahia no segundo semestre de 2001, depois de ter se destacado como grande artilheiro da equipe júnior. O Brasileirão é seu primeiro campeonato como integrante do elenco principal do Bahia.

“Acho que nem tinha noção direito do que era fazer um gol com a camisa do Bahia. No júnior, fiz vários, mas é diferente. Vi aquele pessoal todo vibrando, gritando meu nome e não consegui segurar a emoção”, disse Kena, que chorou nos braços dos companheiro, na comemoração do gol.

Ao final da partida, assediado por dezenas de repórteres, Kena falou da importância do primeiro gol de sua carreira e não poupou agradecimentos.

“O professor Evaristo vem acreditando no meu potencial e me dando as oportunidades. Esse é um momento de agradecer nào só a ele, mas a todo mundo das divisões de base, que sempre acreditou em mim. Tenho entrado bem nos jogos, me empenhando muito pra fazer o gol, mas ele não saía. Hoje, graças a Deus, foi o dia dele acontecer para alegrar esse torcida fantástica”