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Chiclete com Bahia

Esquadrão de Aço recebe apoio da maior e mais famosa banda da Axé Music.

26 ago 2004 | 21H00

De Brasília,
Darino Sena
Texto e foto

O Bahia recebeu um inesperado incentivo nesta quinta-feira, quando encontrou com os componentes da banda Chiclete com Banana no saguão do Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, em Salvador. Dois dos maiores ícones da cultura baiana, o Tricolor e o Chiclete vieram no mesmo vôo para Brasília.

Enquanto o Bahia enfrenta o Brasiliense, nesta sexta, às 20h30min, o Chiclete participa da abertura do Micarecandanga, o carnaval fora de época de Brasília, que acontece entre os dias 27 e 29.

Composto em sua quase totalidade por tricolores, o Chiclete com Banana foi só apoio ao Tricolor. “Estou torcendo muito. Acho que o time é muito bom, tem um grande treinador e vai, com certeza, voltar à primeira divisão”, declarou o tecladista Wandinho, que disse ter “sangue azul, vermelho e branco nas veias”.

“Acho que a principal virtude desse grupo é a união. A gente vê que eles são amigos e hoje posso perceber isso de perto. Isso passa confiança para nós torcedores. Espero que continuem determinados assim até o fim do campeonato”, disse o baterista Rey, que arriscou até um placar para o jogo com o Brasiliense. “Vamos ganhar por 2 a 1. Vai dar Bahia na cabeça”.

“Vai ser uma festa baiana com certeza aqui em Brasília. O Chiclete nas ruas e o Bahia no campo, com um belo triunfo. Mas festa maior mesmo vai ser no fim do ano, nas ruas de Salvador. Estou convicto que o Bahia vai levar esse título para a nossa terrinha, para delírio dessa imensa e fanática Nação Tricolor, que merece e muito essa taça”, falou o vocalista Bell Marques, o mais famoso componente do Chiclete e “Bahia de corpo e alma”.

Bell não demonstra apreço pelo Esquadrão de Aço somente nas palavras. Sempre nos shows da banda e nas apresentações do Chiclete no Carnaval de Salvador, o vocalista e guitarrista puxa o hino do Bahia, para delírio da multidão.

Até do único rubro-negro do Chiclete, o Tricolor recebeu apoio. “Antes de tudo, eu sou baiano. Quero ver o Bahia na elite de novo, para alegria da nossa gente. Por isso, estou torcendo mesmo, e muito”, afirmou o percussionista Waltinho.