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Cerri

Diretor explicou planejamento do Tricolor em 2019

04 jan 2019 | 17H52

Após apresentar o meia Guilherme, o diretor de futebol Diego Cerri também concedeu entrevista coletiva no Fazendão. O dirigente falou sobre a pré-temporada e as estratégias da montagem do elenco.

“A nossa ideia quando a gente se reúne para falar sobre montagem do elenco, a minha também, vim do campo, minha profissão era treinador de futebol, é de, junto com a diretoria e com Enderson, muitas vezes não é só pegar o melhor jogador para uma posição, mas pensar no encaixe das peças e nas opções do treinador para montar a equipe. Depois ver com o treinador no dia a dia, buscar o melhor proveito dessas peças, o melhor encaixe, como pode render mais em campo. É ter atletas de velocidade na frente, acho que isso é imprescindível, no meio também, e ter jogadores mais rodados, mais técnicos para fazer uma mescla que possa dar um conjunto interessante para a equipe. Tem sido uma marca do Bahia nos últimos anos, conseguimos implementar isso de trazer jogadores jovens que aos poucos vão se adaptando. A torcida tem comprado essa ideia, tem apoiado muito, cada vez que trazemos um jogador eles esperam para ver como será o desempenho, dá tempo par ao atleta se adaptar, para depois fazer uma avaliação. Tivemos alguns casos que serviram para dar algum tipo de respaldo a essa situação. Fundamental essa estratégia para um clube como o Bahia. Desde o caso do Zé Rafael, que foi um marco, depois a questão do Gregore, agora o próprio Ramires, e outros, só estou citando casos emblemáticos. Isso vai formando uma cultura, uma tradição no cube, que é difícil implementar, mas aos poucos temos consolidado. Sou consciente que depende de resultado. É o que buscamos também. Tanto a gente quanto o torcedor esperam por resultado no fim das contas”, falou.

Por conta dos números de jogos e das cinco competições que o Bahia vai disputar, o diretor explicou o planejamento da diretoria para enfrentar a maratona.

“É meio repetitivo falar do calendário no Brasil. Adotamos a estratégia de continuar o time B e time A, que adotamos ano passado. Vamos desenvolver em paralelo a equipe B e a equipe A. Uma esquipe trabalhará com Cláudio Prates, que vai ser o treinador a equipe B. A outra estará com Enderson na equipe A. Os atletas da equipe B são em maioria os atletas que participaram do projeto do sub-23 do ano passado, com mais uma ou outra contratação pontual. São jovens com potencial que estamos trabalhando para que tenhamos casos como, acho que foi o que repercutiu mais, o de Ramires. Formado em nossa base, mas que teve uma aceleração na carreira em virtude das etapas que foi queimando, participando enquanto juvenil do sub-20 e depois do sub-23. Veio do sub-20 muito rápido, ficou uns dois jogos entrando no jogo, mas como opção, depois se consolidou como titular e acabou, por mérito dele e de todos que participaram do processo, se consolidando como nova revelação do Bahia e do Campeonato Brasileiro. Vamos seguir esse modelo. Aproveito para explicar que no Baiano, esse time B vai servir de suporte para duas coisas: primeiro dar oportunidade para atletas disputarem um campeonato profissional, não exclusivamente atletas da equipe a também, mostrar valor, e aos poucos chegar na equipe a, ter espaço na equipe a. Claro que eventualmente alguns não vão conseguir espaço, vão continuar na equipe B, ou até podem ser emprestados para outras equipes para pegar experiência para voltar ao Bahia em futuro próximo. Se me perguntar se os atletas da equipe A não vão jogar no Campeonato Baiano, repito… O Campeonato Baiano vamos utilizar alguns atletas da equipe B, como base, junto com atletas da equipe A. Não quero engessar o conceito. Quem vai disputar o Baiano e as cinco competições que teremos no ano. Somos a única equipe do Brasil que disputará cinco competições. Precisamos de um elenco um pouco maior para isso. Nada mais justo do que promover atletas da base e dar oportunidades para que possam disputar uma competição profissional nesse contexto de cinco campeonatos que vamos disputar”, disse.

Ouça a entrevista completa

 

Foto – Felipe Oliveira/EC Bahia