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Capitão aponta o caminho

Bicampeão pelo Bahia em pleno Manoel Barradas, Valdomiro explica o que o Tricolor tem que fazer para levantar o título lá de novo.

14 abr 2004 | 08H40

Se tem um gostinho bom que o zagueiro Valdomiro conhece é o de ser campeão pelo Bahia no estádio Manoel Barradas. O jogador deu a volta olímpica em plena casa do rival não apenas uma, mas duas vezes. Valdomiro é o único remanescente das conquistas de 1998 – Campeonato Baiano – e 2002 – Campeonato do Nordeste. Os dois títulos que o Tricolor obteve no Barradão.

Hoje capitão do Bahia, Valdomiro diz o que o Esquadrão de Aço tem que fazer para repetir a dose neste domingo e desbancar o arqui-rival em seus domínios. Para ele, personalidade é uma palavra-chave.

“A gente tem que ter, claro, e impor respeito. Precisamos entrar com confiança, sabendo do nosso potencial e dispostos a mostrar o nosso valor como atleta e homem. Cada um tem que ter a consciência de que a camisa do Bahia precisa ser honrada e lutar com todas as forças para que isso aconteça”, disse o zagueiro.

Para ele, a existência de um tabu de seis anos em nada atrapalha, ao contrário, motiva o Bahia. “Isso só nos dá mais vontade ainda de vencer. Sabemos que vamos brigar por um feito raro, que não acontece há muito tempo. Se conseguirmos, entraremos para a história do clube. É o que a gente quer.”

Valdomiro declarou também que esse é um jogo muito especial na sua vida. Pela primeira vez, ele, capitão do clube desde o ano passado, pode levantar uma taça como ocupante do posto.

“Sempre quis ser capitão do Bahia. Conheço a emoção de dar a volta olímpica no Barradão e posso garantir que foram momentos inesquecíveis na minha carreira. Mas fazer isso com a faixa de capitão estampada no braço vai me dar um orgulho e uma emoção que nunca vivi. Vou correr dobrado para concretizar essa vontade.”