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Bobô troca recreativo por mini-coletivo

Técnico aproveitou a tarde desta terça-feira para adaptar jogadores às mudanças táticas no time.

12 mar 2002 | 19H48

O técnico Bobô resolveu mudar a programação de treinos do Bahia nesta terça-feira. Ao invés de promover um leve recreativo, o treinador comandou um mini-coletivo, que teve a duração de 45 minutos. O objetivo foi adaptar os jogadores às mudanças táticas que serão implementadas na equipe a partir do jogo desta quarta-feira., contra o América/RN. O Tricolor vai trocar o 3-5-2 pelo 4-4-2.

“Resolvi fazer esse trabalho para ajustar o time ao esquema tático que utilizaremos contra o América/RN, já que eles (jogadores) vêm atuando da mesma forma praticamente durante todo o ano”.

Bobô mudou a forma de jogar do Bahia por causa da impossibilidade dos zagueiros Jean Elias, machucado, e Ramalho, suspenso, estarem em campo contra os portiguares. Com isso, Valdomiro permanece na zaga e o Alan ganha uma vaga no meio, o que fez o treinador optar por um esquema com dois zagueiros e quatro meio-campistas.

Mas o treinador não pretende abandonar o 3-5-2 completamente contra o América/RN. “Durante o jogo, a depender das circunstâncias, podemos usar o Ramos como um terceiro zagueiro com bastante mobilidade. Graças à seu vigor físico e à sua capacidade técnica ele pode revezar entre a zaga e a função de volante”.

Outra preocupação de Bobô foi o posicionamento da defesa. Segundo o técnico, apesar de melhorar muito no aspecto ofensivo com a entrada de Alan, o Tricolor perde força defensiva.

“O Alan é um jogador muito veloz e habilidoso. Com ele, praticamente ganhamos mais um atacante. Porém, ficamos um pouco vulneráveis na defesa. A atividade de hoje serviu também para definirmos como será o comportamento dos nossos zagueiros atuando no novo esquema”.

Com a entrada de Alan, Bobô espera melhorar o desempenho de Preto, que muda de posicionamento. “Ele vai jogar como segundo volante, que é sua posição de origem. Vai ter menos obrigação na construção das jogadas, mas, por jogar um pouco mais recuado, será decisivo nas puxadas de contra-ataque. Sempre que o Preto joga assim, ele se dá bem. Espero que dessa vez não seja diferente”.