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Bobô EXCLUSIVO: “quero o Bahia vivo em dezembro”

Técnico fala de suas expectativas a respeito do Brasileirão 2003 em entrevista exclusiva ao eusoubahia.com.

29 mar 2003 | 22H39

Por Darino Sena

O técnico Bobô tem dúvidas sobre o sucesso do primeiro Nacional por pontos corridos do país. A única certeza do treinador em relação ao Brasileirão 2003 é outra – o desejo de ver seu time brigando pelo título até as últimas rodadas da competição, em dezembro.

Em entrevista exclusiva ao eusoubahia.com, o treinador fala de suas expectativas em relação ao Campeonato Brasileiro, diz que o Bahia tem chances de ser Campeão, deposita suas fichas em Nonato, faz suas apostas sobre as revelações do clube e pede apoio à torcida no maior Nacional da história.

Você acha que o Bahia tem condições de brigar pelo título?

Bobô – Sinceramente, acho que temos sim uma equipe qualificada em condições de jogar de igual para igual com qualquer time do país. Nosso grupo é forte, formado por jogadores experientes, de qualidade técnica reconhecida, e outros jovens que podem se tornar grandes revelações. Nosso objetivo é estar vivo em dezembro, o que significa ter chances de ser campeões quando a reta final chegar.

E o que o Bahia precisa fazer para “estar vivo em dezembro?”

Bobô – Regularidade é a palavra-chave numa competição desse porte, disputada em pontos corridos. Temos que encarar toda partida como uma decisão e buscar pontuar em todos os jogos, dentro ou fora de casa.

Qual a avaliação que você faz de seu grupo antes do início do Nacional?

Bobô – O desentrosamento dos novos contratados é um problema, já que as contratações foram feitas recentemente. Nós vamos ter que acertar o time no decorrer da competição. Nosso grupo é bastante qualificado. Temos pelo menos dois jogadores de nível para cada posição, o que ajuda a manter um bom nível e a regularidade, mas falta padrão tático, o que pretendo conseguir em breve. Pela motivação de todos, acho que chegaremos lá logo.

Quem são os favoritos ao título e, conseqüentemente, os principais adversários do Bahia?

Bobô – Isso é difícil dizer. Só o desenrolar do campeonato vai mostrar quais as equipes melhor organizadas taticamente e regulares, ou seja, preparadas para o formato da competição. Acho que São Paulo, Corinthians e Santos têm tudo para fazer um grande Nacional, ao lado do Bahia, é claro.

O Bahia vem se acostumando a revelar craques nos últimos Brasileiros. Clebson em 1999, Jorge Wagner em 2000, Nonato e Daniel em 2001 e Jair em 2002. E esse ano, quem vai ser a revelação do Tricolor?

Bobô – O Bahia tem uma boa safra de atletas oriundos das divisões de base este ano. Acho que Luís Alberto, Fabiano, Danilo e Marcelo Nicácio podem aparecer bem neste Brasileiro. Potencial para isso eles têm.

O Nonato começou o ano com tudo, marcando muitos gols e sendo artilheiro da Copa do Brasil. Esse é o ano da consolidação definitiva dele como um dos maiores goleadores do nosso futebol?

Bobô – Acho que ele já é um dos maiores goleadores do nosso futebol. A prova são os números. Ele marcou quase 90 gols nos últimos dois anos. A grande diferença do Nonato de hoje para o de algum tempo é a maturidade. Ele sempre teve um talento incomum para fazer gols, o que faltava era experiência e responsabilidade e ele adquiriu isso. Mantendo a boa fase que atravessa, o Nonato tem tudo para ser uma das estrelas do Brasileiro e quem sabe chegar à artilharia. Mas para isso é importante que o torcedor esteja ao lado dele de forma incondicional, motivando-o sempre.

Você acha que o primeiro Campeonato Brasileiro por pontos corridos da história vai dar certo?

Bobô – É uma incógnita. A fórmula de disputa é totalmente contrária à cultura do torcedor brasileiro. Não sei como ele vai reagir a um certame sem finais. É esperar para ver.

O que a Nação Tricolor pode esperar do Bahia no Brasileirão 2003?

Bobô – Muito empenho, muita dedicação e compromisso de todos no clube com as tradições da camisa tricolor. Vamos nos esforçar para realizar uma bela campanha e deixar nosso torcedor feliz. É importante lembrar que o sucesso do Bahia está diretamente ligado ao comparecimento maciço do público à Fonte Nova. Só peço ao torcedor que faça o que está acostumado: lote o estádio, realize sua festa e nos incentive do começo ao fim das partidas, deixando as cobranças para depois. Não é nenhum sacrifício e a recompensa pode ser excelente.