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Bahia x São Caetano: história curta e emocionante

Tricolor tem vantagem sobre azulão. Confira o retrospecto.

16 jul 2003 | 06H40

Foram poucos jogos, contudo, marcados por muita emoção. Assim pode ser resumida a curta história dos confrontos entre Bahia e São Caetano. Melhor para o Tricolor da Boa Terra. Até hoje, foram cinco duelos, dois triunfos do Esquadrão de Aço, dois empates e uma derrota; 8 gols baianos e três do azulão.

A história começou em 25 de agosto de 1991. Invicta há 22 jogos, a equipe treinada por Luís Antônio manteve a série, derrotando o azulão por 1 a 0, com um gol de Mazinho, na inauguração do estádio José Tortorele. Na época, o Bahia recebeu Cr$ 3 milhões de cruzeiros pela participação na partida. Atual auxiliar técnico do Esquadrão, o meia Gil Sergipano esteve em campo.

Após o primeiro embate, Bahia e São Caetano só voltaram a se enfrentar 8 anos depois, no dia 26 de outubro de 1999, pela fase classificatória do Campeonato Brasileiro da Série B, na Fonte Nova. A partida foi cercada por muita expectativa, pois ambos brigavam pela ponta na tábua de classificação. O jogo terminou empatado em 2 a 2 e teve um aspecto muito curioso.

No finalzinho do primeiro tempo, os meias Lima, do Bahia, e Magrão, do São Caetano, trocaram empurrões à beira do gramado. O árbitro Ubiracy Damásio expulsou o jogador do azulão, provocando a revolta dos reservas da equipe paulista, que invadiram o campo para protestar. Resultado? Todos os atletas do banco foram expulsos e o time do ABC não pôde mais fazer substituições ao longo da partida.

No Campeonato Brasileiro de 2001, o Bahia estreou e fez sua despedida contra o São Caetano. No dia 1º de agosto, a estréia, o Tricolor, numa noite inspiradíssima, aplicou uma goleada por 5 a 0, fazendo a alegria da torcida na Fonte Nova. Os artilheiros foram Nonato (2), Marcus Vinícius (2) e Alex Alves.

Em 5 de dezembro, os clubes se enfrentaram pelas quartas de final da competição, no Anacleto Campanela/SP. Por ter feito a melhor campanha na fase classificatória, o azulão jogava por empates no tempo normal e na prorrogação para ficar com a vaga nas semifinais.

Ao Bahia, restava vencer. Com muita raça, os jogadores do Bahia suportaram a forte pressão do São Caetano e, mesmo com a desvantagem de um companheiro (Daniel foi expulso no tempo extra), buscaram o gol da classificação até o último minuto da prorrogação. Mas não deu, o 0 a 0 classificou a equipe do ABC, que acabaria sendo vice-campeã do certame.

A última partida foi disputada no dia 22 de setembro, pelo Brasileirão do ano passado, no estádio Anacleto Campanela, e marcou a primeira vitória do azulão sobre Bahia na história – 1 a 0.