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Bahia vence CSA dando sangue pelo triunfo

Em um jogo de forte marcação, o Esquadrão conquistou seu primeiro triunfo na Série C.

20 jul 2006 | 00H20

Por Jayme Brandão

Ufa, que sufoco! Essa foi a expresão mais repetida pela torcida do Bahia, após a partida da noite desta quarta-feira, diante do CSA-AL.

O tricolor de aço venceu o jogo por 1 x0, gol de Sorato, de pênalti, mas sofreu para manter o resultado, devido as baixas médicas da equipe que forçaram o técnico Mauro Fernandes a realizar três substituições.

O JOGO

Logo no início da partida, o Bahia mostrou que nenhum outro resultado interessava, a não ser a vitória. Em um cruzamento da direita de Bruno Heleno, o tento baiano quase saiu, empolgando a torcida.

No meio de campo, os atletas das duas equipes travavam uma verdadeira “guerra” pela posse de bola.

O Bahia seguia melhor no jogo e aos 17 minutos, em uma jogada individual de Ednei, que limpou o zagueiro e chutou, a bola bateu na mão do beque alagoano.

O árbitro Marcelo Tadeu Gentil não teve dúvida e marcou pênalti, para delírio dos 16.000 tricolores presentes na Fonte Nova.

O artilheiro Sorato assumiu a responsabilidade da cobrança e não vacilou, marcando o primeiro gol do Bahia na partida e na Série C.
Depois de abrir o placar, o Bahia começou a sofrer com as duras entradas dos atletas do CSA e em um desses lances, o atacante Ednei, que vinha fazendo boa partida, machucou o cotovelo e foi substiuído por Paulo César.

Com a partida mais pegada, o meio campo tricolor não conseguia articular as jogadas com o ataque e o primeiro tempo terminou com a vantagem mínima para o Esquadrão.

Na segunda etapa, o jogo continuou violento e o técnico Mauro Fernades teve que executar sua segunda mudança por motivo de contusão. O zagueiro Laerte, machucou o tornozelo esquerdo e deu lugar a Rodrigão.

O Bahia continuava buscando a marcação do segundo gol e teve chances numa tabelinha entre Alessandro Azevedo e Sorato e em uma cabeçada de Pereira, que passou perto.

Em mais um lance violento do CSA, o meia Rafael Bastos foi atingido no supercílio, o que ocasionou um corte, que sangrou bastante. Novamente, uma substituição forçada, entrando o volante Salvino, fazendo sua estréia no Bahia.

O atacante Paulo Cesár entrou bem no jogo e “infernizava” a zaga alagoana, que tentou deté-lo usando a truculência. O atleta tricolor foi atingido na altura da sobrancelha e imediatamente abriu um corte, derramando mais sangue de um atleta do clube baiano.

Como já tinha feito as três substituições, o Bahia não poderia mais mudar. Paulo César fez um curativo que envolvia toda a sua cabeça e voltou pro jogo.

Mesmo machucado, o atacante quase marca um golaço na Fonte Nova, driblando dois zagueiros e chutando para o gol, mas a bola foi desviada na trajetória. Há quem diga que a bola foi intercepitada pela mão do zagueiro do CSA, o que renderia outro pênalti, mas que não foi marcado pelo juiz.

Lá atrás, o goleiro Darci segurava as investidas do ataque alagoano e teve seu travessão carimbado uma vez. O arqueiro tricolor mostrou precisão na saída em cruzamentos e escanteios.

Depois de uma forte pressão do time alagoano, o árbitro decretou o final do jogo, para alívio da imensa nação tricolor.

O Bahia atuou com: Darci, Bruno Heleno, Pereira, Laerte(Rodrigão), Galego, Guilherme, Alessandro Azevedo, Gil, Rafael Bastos(Salvino),Ednei(Paulo César) e Sorato.

Em entrevista coletiva, o técnico Mauro Fernandes reconheceu que sua equipe não jogou bem e que a ansiedade atrapalhou o time mais uma vez. “O time estava nervoso e a prova disso foi que atletas com boa qualidade de passe estavam errando toques curtos”, analisou o comandante.

Satisfeito com a conquista dos três pontos, Mauro também soube elogiar seus comandados. “Não fizemos um bom jogo, mas a vontade e a raça que meus atletas demonstraram dentro de campo, me deixa confiante em uma melhora no decorrer da competição”.

O próximo desafio do Bahia, será domingo, contra o Colo-Colo, na Fonte Nova, às 17:00hs.

Mauro Fernandes não sabe ainda se poderá contar com os atletas que se machucaram no jogo contra o CSA, que são: Ednei, Laerte, Rafael Bastos e Paulo César.