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Bahia pede abertura de inquérito contra Antônio Pereira da Silva

Clube quer suspensão do árbitro, que marcou pênalti inexistente para Paysandu, no último domingo, e eliminou Tricolor da Copa dos Campeões.

23 jul 2002 | 12H24

O Esporte Clube Bahia S/A, através de seu departamento jurídico, envia hoje uma petição para a CBF solicitando abertura de inquérito contra o árbitro goiano do quadro da Fifa, Antônio Pereira da Silva, que prejudicou e muito o Tricolor na partida do último domingo, contra o Paysandu, em Belém/PA, pela Copa dos Campeões. O árbitro marcou um pênalti inexistente aos 47 minutos do segundo tempo, o que determinou a eliminação do Bahia da competição.

Caso seja considerado culpado, Pereira pode ser suspenso por até 120 dias. “Não punir o árbitro em questão é atentar contra a arbitragem nacional”, diz o documento enviado pelo clube. As câmeras das TVs que transmitiram a partida mostram claramente que a bola tocou no peito do zagueiro Accioly, do Bahia, e não em sua mão, como interpretou o árbitro – as fitas seguem anexas à petição.

O Bahia entende que sua equipe de futebol profissional perdeu prestígio, posição em ranking, exposição na mídia e dinheiro por conta do erro de Antônio Pereira da Silva. O clube considera que já está na hora dos árbitros serem responsabilizados pelos prejuízos que causam aos clubes quando conduzem uma partida de futebol de forma errônea, acabando assim com a impunidade na arbitragem brasileira.

O departamento jurídico do Bahia recorre ao artigo 315 do Código Brasileiro Disciplinar do Futebol (CBDF), que rege o esporte no país. Tal artigo determina que, caso deixe de observar as regras do jogo, o árbitro está sujeito a uma pena de 30 a 120 dias de suspensão e a “partida pode ser anulada se ocorrer erro de direito que beneficie equipe que ganhe um ou mais pontos”.

É importante ressaltar que o Esporte Clube Bahia S/A não pleiteia a anulação do jogo com o Paysandu, e sim a punição do árbitro Antônio Pereira da Silva. A diretoria do clube entende que o futebol brasileiro não pode continuar a mercê de árbitros sem preparo e que a todo tempo se esquivam das responsabilidades decorrentes de suas decisões.