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Bahia larga bem no Estadual

Em sua estréia no Baianão, Tricolor vence Atlético de virada na Fonte Nova.

26 jan 2003 | 19H19

O primeiro degrau na escalada rumo ao 44º título estadual foi dado. Na estréia do Campeonato Baiano 2003, o Bahia venceu o Atlético de Alagoinhas, de virada, por 2 a 1, na tarde deste domingo, na Fonte Nova. O Tricolor volta a jogar na próxima quarta-feira, contra a Catuense, na cidade de Catu.

A partida contra os alagoinhenses foi bastante disputada. Os visitantes abriram o placar aos 11 minutos do primeiro tempo. Mesmo com seis desfalques (Preto, Marcelo Souza, Marcelo Silva, Marcos Paulo, sem condições físicas; Daniel e Jair, na Seleção), o Bahia reagiu e virou no segundo tempo, com gols de Evani (contra) e Nílson.

O jogo

Jogando em casa, no reencontro com a torcida na Fonte Nova após dois meses sem atuar, com uma série jogadores oriundos das divisões de base querendo mostrar serviço e outros vestindo pela primeira vez a camisa do clube num jogo oficial, na estréia de um campeonato em que é franco favorito ao título. O ambiente era amplamente favorável ao Bahia, ao menos, fora de campo, na teoria.

Com a bola rolando, a realidade foi diferente e o favoritismo tricolor ficou só no plano das idéias. Isso porque esqueceram de avaliar o adversário. Com um time bem montado, atletas motivados por enfrentarem o clube de maior tradição do Norte-Nordeste do país, o Atlético de Alagoinhas começou o jogo dando muito trabalho ao Tricolor.

O cartão de visita do Atlético foi apresentado aos quatro minutos, quando Neto interceptou cruzamento da direita e cabeceou na saída de Emerson, que conseguiu praticar difícil defesa.

A ousadia dos interioranos não parou por aí. Aos 11 minutos, Alex completou para o fundo das redes um cruzamento na medida do lateral Mica, e abriu o placar, para surpresa geral.

O Tricolor sentiu o baque, calçou as sandálias da humildade e começou a jogar bola. Desentrosado, sentindo a falta dos desfalques, lutando contra a forte e eficiente marcação defensiva do Atlético, o Bahia se apoiou na vontade e no incentivo da torcida para buscar a reação.

Na base da raça, o Bicampeão do Nordeste, enfim passou a pressionar o adversário, mas esbarrou na trave duas vezes. Primeiro, aos 31 minutos, com Danilo, cobrando falta. Depois, aos 41, quando a bola sobrou para Bebeto Campos na área, após bate-rebate, e ele chutou no poste direito.

O Bahia ainda teve uma última chance na primeira etapa, aos 44 minutos – Luís Alberto passou pelo marcador, bateu cruzado, Bebeto pegou a sobra, mas chutou pra fora.

No segundo tempo, a expectativa era que o Bahia voltasse com tudo em busca do gol, mas, novamente, as previsões foram frustradas. O Atlético é que começou em cima.

Aos quatro minutos, Naldinho avançou pelo meio e rolou para Alex, na área. Ele invadiu e chutou, mas Emerson salvou o Bahia de levar o segundo.

O adversário voltou a assustar, aos seis minutos. Jânio soltou a bomba da entrada da área, Emerson espalmou. Naldinho pegou o rebote e cruzou na medida para Alex, que cabeceou para fora, com o gol vazio.

O Esquadrão de Aço começou a dar um basta na empolgação do Atlético aos 11 minutos, quando Luís Alberto sofreu e cobrou pênalti. O goleiro Tigre defendeu, mas o lance mexeu com a motivação dos atletas tricolores.

Com o orgulho ferido, o Bahia partiu para cima. A entrada de Marcelo Nicácio no lugar de Danilo, aos 25 minutos, também ajudou a melhorar a performance da equipe.

Melhor organizado taticamente, com mais facilidade nas chegadas ao ataque, o Tricolor empatou aos 31 minutos. Marcelo cobrou escanteio da direita, e contou com a ajuda do zagueiro Evani, que desviou contra o próprio patrimônio.

Empolgado, o Bahia conseguiu a virada quatro minutos depois, quando Fabiano desceu em velocidade pela direita e cruzou. A bola desviou na zaga e sobrou para Nílson, que tinha entrado no intervalo, fazer seu primeiro gol com a camisa tricolor e decretar números finais à partida.