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Bahia embala

Tricolor vence segunda consecutiva e deixa de vez as últimas colocações do Brasileirão. E que venha o Flu!

16 out 2002 | 22H53

Agora vai! O Bahia venceu a segunda partida consecutiva no Campeonato Brasileiro 2002, nesta quarta-feira, ao derrotar a Ponte Preta por 2 a 1, na Fonte Nova. Os gols do Tricolor foram marcados por Robgol e Nonato, os artilheiros do clube na competição, com seis gols cada um. Com o resultado, o Esquadrão passa a ser o 18º colocado.

Mas o grande destaque da partida foi a torcida do Bahia. Animada com a goleada por 5 a 3 sobre o Atlético/MG, no último domingo, incentivada pela redução de 50% no preço dos ingressos, a galera compareceu em peso – 31 mil pessoas, o segundo melhor público do Bahia neste Brasileirão.

O Esquadrão volta a jogar no próximo domingo, contra o Fluminense, no Maracanã. Para a partida, o técnico Candinho não vai contar com o zagueiro Marcelo Souza, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

A partida

Empolgado pela presença e o incentivo de 30 mil torcedores, o Bahia começou a partida com tudo. Jogando com garra e disposição, explorando as laterais, principalmente a direita, onde Daniel se destacava como melhor em campo, o Esquadrão foi pra cima da Ponte.

Com menos de 10 minutos de bola rolando, o Tricolor já tinha criado três grandes chances de balançar as redes. Aos 4 minutos, Marinho furou, Nonato recebeu na área, colocou a bola entre as pernas do marcador, deu outra finta, mas chutou em cima da zaga.

Dois minutos depois, Carlinhos fez cobrança de falta ensaiada pela direita, cruzou rasteirinho para Calisto, no meio da área. O lateral chutou de primeira, mas a bola desviou na zaga e saiu.

Aos 8 minutos, Daniel fez sua primeira grande jogada. O lateral passou por cinco adversários, entrou na área, foi até a linha de fundo e cruzou na medida para Geraldo marcar, mas o meia, na pequena área, chutou pra fora.

Apesar do amplo domínio do Esquadrão de Aço, a macaca não estava morta. Todo fechado na defesa, atuando fora de casa, o time de Oswaldo Alvarez não escondia a vontade de jogar nos contra-ataques. E a Ponte era eficiente no quesito.

Aos 7 minutos, os paulistas quase marcaram. Após contra-golpe rápido, L ucas foi lançado na área, pela direita, e bateu cruzado. Com a ponta dos dedos, Emerson salvou.

Aos 13 minutos, a Ponte levou perigo de novo. Desta vez, graças a uma brilhante jogada individual de Lucas.

Com toques rápidos e envolventes, os paulistas criaram sua melhor chance de gol aos 25 minutos. Lucas cruzou para Hernani, livre na área, ele deu um toque sutil. A bola passou por Emerson, raspou a trave, mas foi para fora.

Depois dos sustos sucessivos da macaca, o Bahia resolveu acordar, entrou no jogo de novo e voltou a levar perigo ao gol de Alexandre.

Aos 27 minutos, Geraldo cruzou da direita. Nonato cabeceou bonito, mas Alexandre foi melhor e fez uma linda intervenção.

Dez minutos depois, Daniel foi lançado na área, mas, quando ia efetuar o domínio, foi derrubado por Elivélton. Pênalti claro marcado por Márcio Rezende de Freitas e convertido por Robgol, com categoria, para incendiar a galera na Fonte.

Antes do fim da primeira etapa, o Bahia quase ampliou. Após uma confusão na área, Calisto ficou com a sobra, bateu de primeira, mas a bola se perdeu pela linha de fundo.

O Bahia começou o segundo tempo no mesmo embalo. Aos 4 minutos, Daniel fez lançamento espetacular para Geraldo, que recebeu livre na área. Ele fez o domínio, mas chutou em cima de Rodrigo.

Aos oito minutos, Jair fez grande jogada, passou por dois, invadiu a área e chutou no ângulo, mas a bola passou por cima.

Aos 12 minutos, foi a vez da sorte entrar em campo para ajudar o Bahia. Valdomiro cortou um cruzamento, mas acabou mandando a bola em cima de um jogador da Ponte. Ela desviou e foi contra o gol de Emerson, que estava totalmente batido no lance. Parecia que a “gorduchinha” ia morrer no cantinho, mas acabou saindo, para alívio geral da torcida.

Aos 17 minutos, a Ponte esteve perto de marcar novamente, desta vez, por méritos próprios. Lucas completou um cruzamento, de bicicleta, mas chutou por cima.

De tanto tentar, a macaca acabou chegando lá, aos 19 minutos. Luciano cruzou da direita e Lucas, com oportunismo, colocou no canto esquerdo de Emerson, que pulou, mas não achou nada.

Mas o Esquadrão e sua torcida não se abateram. A galera ficou do lado do Bahia, aplaudiu o time após o gols sofrido e os jogadores responderam, um minutos depois. Geraldo lançou para Nonato, que desviou de cabeça e recolocou os donos da casa na frente, assumindo a artilharia do clube no Brasileirão 2002, com 6 gols.

A galera se alegrou ainda mais, mandando vibrações positivas das arquibancadas. O time cresceu e passou a buscar o terceiro. Aos 22, Nonato tocou para Geraldo na área. Ele bateu cruzado, mas o goleiro pegou.

Embalado pelo grito em coro “…sabe, eu sou Bahia, com muito orgulho, com muito amor…”, o Esquadrão continuou a pressão. Daniel cobrou escanteio, Jair subiu bonito, mas cabeceou para fora.

A Ponte tentou reagir aos 27. Macedo cabeceou no ângulo, mas Emerson foi lá e espalmou.

Aos 35 minutos, para dar mais força ofensiva ao Bahia, Candinho colocou Gil no lugar de Nonato, que saiu ovacionado pela galera.

A vontade do técnico acabou não acontecendo. O Bahia recuou demais, e permitiu uma forte pressão do adversário, que só não resultou em gol graças à boa marcação defensiva do Tricolor e do goleiro Emerson..

Depois de suportar as investidas da Ponte, o Esquadrão resolveu voltar ao ataque no finalzinho e quase marcou dois golaços.

Aos 47 minutos, Gil pegou na intermediária e avançou, passou por dois, entrou na área, mas chutou em cima do goleiro.

Aos 48 minutos, dentro da área, Robgol acertou um chute forte no ângulo de Alexandre, que voou e tirou espetacularmente.

As bolas não entraram, mas isso nem ameaçou estragar a festa da feliz Nação Tricolor, que foi pra casa orgulhosa ao apito final do árbitro.