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Bahia conta com a sorte, mas perde no final

Tricolor marca gol em trapalhada histórica de goleiro rubro-negro - tento não foi suficiente para evitar derrota.

06 abr 2003 | 18H20

Mesmo contando com a ajuda da sorte, num gol contra incrível do Flamengo, o Bahia não conseguiu vencer em sua estréia em casa no Brasileirão 2003, neste domingo, na Fonte Nova. O Tricolor perdeu por 2 a 1. Mais de 50 mil pessoas compareceram ao estádio para prestigiar as estréias dos cinco reforços do clube no Nacional – Lino, Guto, Otacílio, Adriano e Paulo Sérgio.

O lance curioso do jogo aconteceu quando o Flamengo vencia por 1 a 0, na segunda etapa. O goleiro Júlio César saiu jogando, chutou a bola na cabeça de Fabinho, a gorduchinha voltou e balançou as redes.

A partida estava empatada até os 44 minutos do segundo tempo, mas o Tricolor cedeu o resultado, numa falha de marcação, aproveitada por Fábio Baiano.

O Bahia volta a jogar pelo Brasileirão no próximo sábado, em Porto Alegre.

O jogo

Sentindo o desentrosamento e a falta de ritmo, em virtude da estréia dos cinco reforços, o Bahia começou o jogo em câmera lenta. O time tocava muito a bola na defesa e não tomava a iniciativa ofensiva.

Como Flamengo estava todo retraído, posicionado para explorar o contra-ataque, o jogo foi monótono, sem emoção, até os oito minutos.

Foi quando Felipe acertou um belo chute de fora da área e colocou a bola no ângulo. Márcio se esticou todo e fez uma ponte sensacional, levantando a galera da arquibancada.

Aos 11 minutos, a torcida tricolor levantou de novo, só que para protestar pela marcação de um pênalti duvidoso de Marcelo Souza sobre Athirson. Felipe converteu e abriu o placar.

O gol sofrido não acordou o time, que continuou lento e prendendo demais a bola no meio, apesar do apoio de quase 50 mil pessoas.

O Bahia só partiu para cima do Flamengo nos minutos finais. Aos 37 minutos, Cláudio recebeu na área e chutou cruzado. Júlio César defendeu.

O Flamengo respondeu logo depois, no contra-golpe. Athirson cruzou para Andrezinho, que cabeceou rente à trave, para fora.

Aos 42, Preto arriscou de longe, a bola tocou no montinho artilheiro, mas Júlio César conseguiu desviar para fora.

Aos 44 minutos, um lance causou polêmica. Lino cruzou, a bola desviou na mão de Andrezinho, mas o árbitro não marcou o pênalti.

No segundo tempo, o Bahia voltou melhor, pressionando, mas foi o Flamengo quem criou as melhores chances.

Aos 8 minutos, Zé Carlos recebeu livre na direita e mandou a bola no travessão.

Aos 21, Athirson entrou na área e cruzou. A bola desviou na zaga e só não entrou porque Márcio fez outra defesa fenomenal.

Sentindo que o Tricolor produzia pouco em termos ofensivos, Bobô trocou o meia Adriano e o atacante Paulo Sérgio pelo meia Luís Alberto e pelo atacante Marcelo Nicácio, respectivamente.

As mudanças fizeram a equipe melhorar, mas o gol de empate do Bahia não foi conseqüência disso. Aos 28 minutos, o goleiro Júlio César saiu jogando e acabou chutando a bola em cima do zagueiro Fabinho. A redondinha voltou e entrou no gol vazio – certamente, um dos lances mais inusitados da história, que passa a fazer parte do folclore do futebol.

O gol incendiou a galera que fazia a festa na Fonte Nova. Empurrado pela galera, o Tricolor partiu com tudo para cima do adversário, mas não conseguiu criar chances reais.

Todo no ataque, o Bahia deu espaços na retaguarda e acabou pagando por isso. Aos 44 minutos, Fernando Baiano recebeu livre na área e tocou na saída de Márcio, calando a Fonte Nova.