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Agora é vencer ou vencer

Bahia empata com rival em Bavi emocionante – o 1o da decisão do Estadual. Tricolor tem que ganhar no Barradão para ficar com o título.

11 abr 2004 | 18H55

Nem Bahia, nem Vitória. Ficou sem vencedor o primeiro jogo da decisão do Campeonato Baiano de 2004, realizado neste domingo, na Fonte Nova. A falta de um triunfante, porém, não significou escassez de emoção. O clássico foi um dos mais emocionantes Bavis dos últimos tempos.

O Tricolor abriu o placar com Galeano, aos 37 minutos, num gol espetacular. O meia marcou seu primeiro tento com a camisa do Esquadrão de bicicleta, para delírio da galera nas arquibancadas.

O Bahia acabou cedendo o empate aos 4 minutos do segundo tempo, no único vacilo do seu sistema defensivo. Obina aproveitou e, sozinho com Márcio, estufou as redes.

O jogo foi aberto, vibrante e emocionante. O Bahia, apesar de ter entrado em campo com três volantes, teve força no ataque e criou as melhores chances. O time de Vadão só não fez mais gols por causa da trave e de uma atuação brilhante do arqueiro Juninho – que defendeu um voleio de Daniel Mendes e uma cabeçada à queima-roupa de Valdomiro.

O Vitória respondeu com seus penta-campeões, Edilson e Vampeta, e com a velocidade do arisco Gilmar. Os gols rubro-negro não saíram, apesar das boas tramas ofensivas armadas principalmente pelo meia Kleber, graças às grandes defesas de Márcio, um dos melhores tricolores em campo.

Prejudicado com o empate, pois o Vitória mantinha a vantagem com o resultado, o Bahia foi todo para frente nos minutos finais do jogo. Os atacantes Ernane e Marcão entraram. O Esquadrãl lutou até o fim, mas não conseguiu o gol do triunfo.

As equipes voltam a se enfrentar no próximo domingo, no Barradão, às 17h. O Vitória joga pelo empate. Ao Esquadrão de Aço só resta a opção de vencer o clássico, por qualquer gol de diferença, para ficar com a taça.

O jogo

O Vitória começou dando as cartas no clássico. Apesar de atuar fora de casa, com uma postura tática teoricamente mais ofensiva que o Bahia, o visitante foi para cima.

Aos 9 minutos, Edilson chutou de fora da área. Márcio rebateu. Ela sobrou para Paulo Rodrigues que cruzou para o capetinha, que furou a cabeçada e perdeu um gol incrível.

A torcida tricolor voltou a respirar aliviada com nova furada de Edilson aos 14 minutos, em plena grande área. Desta vez, o jogador errou após cobrança de falta ensaiada por Paulo Rodrigues.

O Vitória continuou em cima. Aos 26, Pedro passou por Elivélton e encheu o pé, do bico da grande área. Márcio espalmou.

Depois do domínio rubro-negro no início e da retomada após os sustos, o Bahia começou a crescer, equilibrar e, posteriormente, mandar no jogo.

O primeiro sinal da reação do Tricolor veio aos 31 minutos, quando Robson enfiou ótima bola para Danilo na área. Ele chutou na saída do arqueiro, mas Juninho rebateu.

Aos 34, Galeano meteu entre as pernas de Marcelo Heleno e arriscou de fora da área para uma boa defesa de Juninho.

Aos 37, Galeano apareceu de novo, mas o goleiro do Vitória não pôde fazer absolutamente nada. Após bola alçada na área e desviada de cabeça por Neto, Galeano emendou uma bicicleta e estufou as redes, para êxtase geral da Nação Tricolor. Foi o primeiro gol dele com o manto do Esquadrão – e que golaço!

Na volta para segunda etapa, num vacilo da marcação tricolor, o Vitória empatou. Kléber fez grande jogada, chamou a atenção dos marcadores e deixou Obina sozinho na área. O atacante só teve o trabalho de tirar de Márcio e mandar para o fundo.

O Bahia não sentiu o baque do gol e, a partir daí, passou a ser o dono do jogo. O tento sofrido passou a ser um estilo ainda maior para o time buscar o triunfo.

Aos 9, Neném cruzou, Daniel Mendes desvio de voleio, mas Juninho pegou. Quatro minutos depois, Robson chutou no cantinho, mas o goleiro rival voltou a brilhar.

O melhor de Juninho ainda estava por vir. E veio em dose dupla, para desespero da torcida tricolor, Aos 17 minutos ele salvou uma cabeçada de Robson. Aos 42, o arqueiro espalmou um desvio, também de cabeça, feito por Valdomiro.

O Vitória só ameaçou aos 19, num lance isolado. Obina acertou um belo chute de fora da área, no ângulo. Márcio foi lá e “catou”. O Tricolor respondeu com Ari, que cabeceou no cantinho, mas a bola esbarrou na trave.