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Agora é só pedreira

Bahia chega até a metade da fase de classificação do Nacional. Vadão analisa o que já passou e o que vem pela frente.

03 jul 2004 | 17H10

Darino Sena

O Bahia começa nesta terça, contra o Sport, a disputa da “segunda parte” do Campeonato Brasileiro de Série B. Lá se foram 11 rodadas das 23 da etapa classificatória – exatamente a metade. Para o técnico Vadão, agora começa a etapa mais difícil da competição.

“É a hora do vamos ver. De quem mostrou eficiência até aqui manter o equilíbrio e mostrar que tem força para chegar às finais. Também é a hora de quem ainda está em baixa se recuperar ou selar seu destino de permanecer por aqui ou cair para a terceira divisão”, explicou o treinador.

Para Vadão, os jogos de agora em diante vão ser ainda mais tensos e disputados. “Todo mundo sabe que não faltam mais 23 ou 22 rodadas. São apenas 12 agora, 11 mais tarde e assim sucessivamente. A corda vai começar a apertar no pescoço. Acabou o refresco.”

O treinador considera que sua equipe chega ao “meio” do Brasileirão numa boa condição. “Estamos bem e isso é reflexo do nosso esforço. Ganhamos a grande maioria dos jogos em casa, empatamos apenas dois na Fonte Nova e não perdemos nenhum. Fora, conseguimos dois triunfos. Ou seja, estamos mantendo uma regularidades”, analisou o treinador, que, porém, deu um alerta.

“Não tem nada ganho. Não podemos nos acomodar porque ainda há muita água para rolar por baixo da ponte. Se não trabalharmos ainda mais forte, podemos perder essa boa posição. Não permitiremos isso e vamos continuar batalhando para ficar ainda mais na frente. Queremos ser líderes”, declarou Vadão.

O técnico falou também do fato do Bahia ter pela frente os adversários mais tradicionais e bem colocados na tábua de classificação, como Sport, Londrina, Fortaleza, Náutico, Santa Cruz e Brasiliense. “Temos que ter cuidado e nos preparar bem para essas partidas que terão peso de clássico. Mas não só nós temos que estar preocupados. Afinal, eles vão ter o Bahia pelo caminho.”