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Agora, é o BI ou nada

Tricolor pode até perder por um gol para seu arqui-rival, neste domingo, que conquista 69a título da história – o BI-Campeonato do Nordeste.

11 maio 2002 | 21H40

Tradição, garra, amor à camisa, emoção, superação, sofrimento, alegria, mística, 5 milhões de corações batendo em ritmo acelerado – tudo isso é sinônimo de Bahia jogando! Chegou a hora deste clube grandioso e todos os elementos que fazem parte de sua rica história entrarem em campo, juntos, neste domingo, em busca do 69a título em 71 anos de vida no futebol – o Bi-Campeonato do Nordeste.

O adversário na finalíssima é o histórico e arqui-rival, Vitória da Bahia, contra o qual o Tricolor já se deparou 385 vezes. A tarefa do rubro-negro não é nada fácil – tem que vencer por dois gols de diferença. Para piorar a situação, o time de Canabrava vive um momento conturbado. Trocou de técnico na semana da decisão, ao demitir Arturzinho e contratar Joel Santana. A favor do oponente, o fato de jogar em seu estádio, o Manoel Barradas.

Causador direto da crise no Vitória da Bahia, ao vencer o primeiro jogo da decisão por 3 a 1, domingo passado, na Fonte Nova, o técnico do Bahia, Bobô, como jogador, um dos maiores ídolos do clube, diz que não liga para os acontecimentos que cercam o segundo clássico, respeita o adversário e exige – “não quero clima de já ganhou”.

“Mudou só o comando. O Vitória continua o mesmo, com os mesmos grandes jogadores, que formam uma equipe competitiva e aguerrida, a qual vamos tentar superar para sermos Campeões”, disse Bobô, que estreou como treinador há pouco mais de quatro meses.

E para conquistar o BI-Campeonato, o Bahia conta com sua força quase máxima – apenas o lateral-direito Daniel, com a Seleção Brasileira Sub-21 na França, desfalca o time. Seu substituto é Mantena, que se recuperou de uma gripe e garantiu presença na final.

Outro que era dúvida, mas vai estar em campo, é o artilheiro do Nordestão, Sérgio Alves, com 13 gols. Ao lado de Robgol e Nonato, Sérgio vai formar o “trio-elétrico” de ataque do Bahia, autor de 30 dos 40 gols da equipe no certame.

Volta por cima

Mesmo se não for Campeão, o Bahia pode considerar que fez uma campanha vitoriosa no Nordestão 2002. Antes do início do certame, os cronistas e boa parte da torcida diziam que o time era limitado, que estava sendo comandado por um técnico inexperiente e que, por isso, não iria muito longe.

Até meados da competição, a previsão dos críticos parecia que iria se concretizar – o Bahia tinha um desempenho irregular e era apenas o 7o colocado na tabela.

Mas eis que, como num passe de mágica, o time mudou, graças à ousadia de Bobô. Ele resolveu tirar um zagueiro e colocar o atacante Sérgio Alves na equipe. Resultado? O Tricolor deu a volta por cima, venceu quatro dos cinco jogos que restavam na primeira fase, eliminou o Náutico na semifinal e, na finalíssima, pode até perder para ficar com a taça.

Que venha o título da superação!

Vitória da Bahia x BAHIA

Local: Estádio Manoel Barradas (Barradão)
Data: 12/05/02
Horário: 16h
Árbitro: Márcio Resende de Freitas FIFA (SC)
Auxiliares: Aristeu Leonardo Tavares (SC) e Alcides Zawaski Pazzeto (SC)

Vitória: Jean, Maurício, Índio, Marcos e Leandro; Xavier, Fernando, Allan Delon e Róbson Luís; Aristizábal e André. Técnico: Joel Santana.

Bahia: Emerson, Mantena, Marcelo Souza, Valdomiro e Chiquinho; Ramalho, Bebeto, Preto e Sérgio Alves; Nonato e Róbson. Técnico: Bobô.