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293 minutos sem tomar gol

É o tempo que ninguém consegue vencer o Márcio, o goleiro menos vazado do Campeonato Brasileiro.

27 jul 2004 | 18H40

Darino Sena

Ir no fundo da rede, catar a bola para ela ser recolocada em jogo. Essa é a dura rotina de todo goleiro, correto? Errado! Pelo menos quando o arqueiro em questão é Márcio, titular do Bahia.

Há mais de três jogos o goleiro tricolor não sabe o que é tomar gol. O último tento sofrido por Márcio foi no dia 1º de julho, na partida contra o CRB, na Fonte Nova, aos 22 minutos do segundo tempo, no triunfo por 3 a 1.

Desde então, o Bahia disputou três jogos. Venceu Sport, por 1 a 0; Londrina, 2 a 0; e Remo, 1 a 0. São, portanto, 293 minutos sem ser vazado – um recorde na carreira profissional do arqueiro.

Além da excelente fase, da sorte e de suas defesas espetaculares, Márcio credita aos companheiros o feito. “Devo isso também a meus colegas de defesa. A proteção ao gol do Bahia é bastante forte e eficiente”, declarou.

Ele também não esquece do preparador Ricardo Palmeira. “Ele é um profissional excelente, que me cobra bastante. Graças a ele, corrijo minhas falhas e diminuo a possibilidade dos erros, logo, sofro menos gols. Se hoje sou um bom goleiro, devo muito ao trabalho cotidiano com o Ricardo”.

A qualidade o trabalho da dupla é inquestionável. Afinal, Márcio é o goleiro menos vazado do Brasileirão da Série B, tendo sofrido apenas 12 gols em 14 jogos.

Recorde nacional

Se quiser bater o recorde nacional de invencibilidade de um goleiro, Márcio vai ter que ficar mais sete jogos sem tomar gol.

A marca pertence ao arqueiro Raul Plasman, defendendo o Cruzeiro/MG. Ele conseguiu ficar 1.011 minutos sem ser vazado no Mineiro de 1969. A invencibilidade começou no dia 16 de março na partida contra o Uberaba, válida pela sexta rodada do turno, quando levou um gol contra do zagueiro Fontana, aos 21 minutos do segundo tempo.

Após a partida, Raul permaneceu 10 partidas seguidas sem levar gol. A invencibilidade só foi interrompida na segunda rodada do returno, no dia 18 de maio, contra o Democrata-SL. Um gol do atacante Evanir, aos 42 minutos do segundo tempo pôs fim a maior invencibilidade de um goleiro na história do futebol brasileiro.